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Dona de concessões de rodovias uniu-se ao grupo Brax, de logística, para investir

A EcoRodovias, dona de concessões de rodovias, e o grupo Brax, de logística, se aliaram para investir no varejo. As duas empresas vão estrear no segmento com a construção de um outlet às margens da rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto, administrada pela Ecopistas, empresa controlada pela EcoRodovias. Com investimento previsto de R$ 100 milhões, o projeto terá 23 mil metros quadrados de área bruta locável e 120 lojas.

O novo outlet faz parte de uma estratégia da EcoRodovias, definida há quase três anos, de investir em novos negócios nos arredores das rodovias administradas pelo grupo. ?Além de gerar mais tráfego para a rodovia, o outlet vai criar uma receita adicional à holding?, explica Erick Mitsuo, gerente corporativo de receitas acessórias da EcoRodovias.

A EcoRodovias identificou a oportunidade para montar um outlet na rodovia e comprou um terreno de 36 mil metros quadrados no quilômetro 67 da Carvalho Pinto, próximo ao município de Guararema (SP). A empresa contratou a consultoria About para estruturar o projeto e encontrar um sócio.

O projeto despertou o interesse do grupo Brax, especializado em transporte rodoviário e que passa por uma fase de diversificação de investimentos. ?Conhecemos as dificuldades de infraestrutura e serviços para atender os motoristas nas estradas e temos interesse em investir em áreas sinérgicas com transporte?, disse Gabriela Monteiro, diretora de planejamento estratégico do Brax Grupo.

O Brax entrou na área de postos de combustível em rodovias no ano passado. Hoje o grupo tem um posto aberto, mas tem outros nove em prospecção.

Segundo o sócio-fundador da About, André Costa, a entrada de concessionárias de rodovias no ramo de outlets é uma novidade no Brasil, mas é uma tendência. ?Com as concessões de rodovias, é natural que as estradas passem por melhorias e atraiam mais investimentos?, disse. ?O shopping traz fluxo para a estrada e, na prática, a concessionária ganha duas vezes.?

No ano passado, o Brasil passou por uma rodada de leilões de rodovias, que culminou com a transferência de 4.248 quilômetros de estradas à iniciativa privada em todo País.

Perfil

O trecho da rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto sob concessão da Ecopistas fechou o ano passado com um tráfego de quase 64 milhões de veículos. ?É um tráfego qualificado, formado basicamente por motoristas de carros (e não caminhão). A estrada é caminho de São Paulo para Campos do Jordão e tem potencial para se tornar uma parada para compras?, disse André Costa, sócio-fundador da About.

Segundo ele, a intenção é oferecer no novo outlet da Ayrton Senna, que ainda não tem um nome oficial, marcas nacionais e estrangeiras focadas no público A/B, mas que tenham volume de vendas no Brasil. A About está em conversas com grifes como Adidas, Lacoste, Ellus, Hugo Boss e Calvin Klein para estabelecer uma loja no local.

O outlet da Ayrton Senna é só mais um de uma série de projetos do gênero anunciados no País nos últimos anos. Hoje há seis outlets em operação no Brasil, número que deve saltar para 14 até 2015, se todos os projetos se confirmarem, segundo levantamento da About. Os novos empreendimentos devem triplicar a oferta atual de lojas em outlets, de cerca de 400 unidades.

?O custo de bons pontos em shopping está muito alto. A operação do outlet é mais barata e hoje dá margens maiores?, diz Costa. A estimativa da About é de que o custo de locação em outlets represente 8% das vendas, contra 30% nos shoppings ?As marcas estrangeiras estão chegando ao Brasil já considerando um canal de venda em outlet e não apenas os shoppings.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

 

 

“A implantação de portos no norte, como os de Outeiro, Vila do Conde e Santarém, e do Terminal de Grãos do Maranhão, no Porto de Itaqui, são o marco no redirecionamento logístico da produção agrícola dedicada à exportação.”  A opinião é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento , Mendes Ribeiro Filho, que falou ontem com exclusividade ao DCI.

O Mapa observa o desenvolvimento de um marco logístico para a exportação de grãos na Região Norte do País, com projetos de portos e meios de escoar a produção, mas destaca aportes que são exclusivos da iniciativa privada e dos governos estaduais, reconhecendo que não existe previsão de investimento  do governo federal em logística para a nova fronteira agrícola do Brasil.

Os empreendimentos portuários em andamento são bancados por companhias estaduais e concessões ao setor privado. É o caso do Porto de Outeiro, em Belém (PA), estimado em cerca de R$ 700 milhões, que, para se tornar o maior terminal de grãos do País, deve ser arrendado, ainda este ano. O empreendimento tem potencial para movimentar anualmente dezoito milhões de toneladas de produtos agrícolas, e pecuários, segundo a Companhia Docas do Pará.

Já o Terminal de Grãos do Maranhão (), que deve levar o estado ao terceiro posto na exportação brasileira de grãos, deve receber  R$ 22 milhões de cinco concessionárias, além de R$ 4 bilhões do BNDES, cedidos ao governo estadual e administrados pela Empresa Maranhense de Administração Portuária.

Localizado no Porto do Itaqui, em São Luis (MA), O Tegram teve sua pedra fundamental lançada no último dia 7. O complexo elevará a capacidade do Itaqui dos atuais 2,5 milhões de toneladas de grãos ao ano para quinze milhões de toneladas até 2020 — número equivalente a um terço da capacidade instalada para exportação de grãos pelos portos do norte e do nordeste.  “A partir dessas melhorias, será possível reduzir as distâncias percorridas e o custo logístico, em percentual próximo de 30%, possibilitando aumento da renda dos produtores rurais e a competitividade dos produtos nos mercados internacionais”, afirmou o ministro, destacando também a ampliação da malha ferroviária do País, com a concessão de trechos da Ferrovia Norte-Sul, que se prolongará até os Portos de Belém e Paranaguá.

A região conhecida por Matopiba, que abrange os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e o oeste da Bahia, concentra os investimentos em infraestrutura do agronegócio. Ontem, Mendes Ribeiro Filho reconheceu a necessidade de se investir em terminais logísticos intermodais para que se acompanhe o crescente ritmo de produção. “Precisamos ampliar a oferta dos modais ferroviário e hidroviário, assim como ampliar a capacidade operacional dos portos. Outro segmento sujeito a grande pressão é o da armazenagem, mas um escoamento mais ágil da soja certamente dará espaço para armazenar milho, cujo volume também será ampliado”, observou o ministro.

“Em síntese, o aumento da produção deve ser enfrentado com alguns ajustes nos processos e nos segmentos de logística. Dessa forma, o País conseguirá escoar adequadamente suas riquezas, dado a experiência adquirida ao longo dos anos com os sucessivos aumentos produtivos no setor agrícola”, comentou.

Questionado sobre a participação do governo nas exportações do ano que vem — quando parte dos projetos já deverá ser entregue —, o ministro disse que, “como os preços atuais estão em níveis elevados, parte da produção já foi comercializada antecipadamente, garantindo liquidez, o que não deverá implicar a necessidade de apoio do governo”.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que as exportações da próxima safra brasileira de grãos sejam menores do que as de 2012/2013: quinze milhões perante dezenove milhões de toneladas, por conta da recuperação das lavouras norte-americanas, que, por terem quebrado este ano, deram vez ao produto  do Brasil.

A respeito do seguro rural, o ministro disse que, neste ano, R$ 174 milhões já foram disponibilizados aos produtores rurais no Brasil — conforme aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). “Também estão em tramitação no Congresso Nacional outros R$ 100 milhões de crédito suplementar”, apontou o ministro. O total possível para 2012, de R$ 274 milhões, representa aumento de 8,3% na área coberta pelo Programa de Subvenção.

“Com a evolução do mercado de seguro no Brasil, o que se espera é que os produtos sejam aperfeiçoados para melhor atender às necessidades dos produtores”, disse Ribeiro Filho.

Fonte: Panorama Brasil

Categoria Notícias