Portuguese Chinese (Simplified) English French German Italian Japanese Russian Spanish
Exibir por tag: Economia - SAC Armazenagem & Modais

O presidente da Abralog (Associação Brasileira de Logística), Pedro Francisco Moreira, acredita que a recuperação econômica do Brasil passa pela logística. Para ele, a construção da infraestrutura é condição fundamental para o Brasil voltar a crescer. “Não há como duvidar disso. Dez entre 10 economistas pensam assim; dez entre dez logísticos, também! O governo também pensa assim, mas o governo está paralisado. A agenda de concessões em infraestrutura é um dos elementos que vão colaborar para essa retomada”. ??

Pedro Moreira fez o comentário durante solenidade na CNT (Confederação Nacional do Transporte), em que recebeu a Ordem do Mérito do Transporte Brasileiro – Medalha JK. Para o presidente da Abralog, não bastassem as enormes deficiências da infraestrutura nacional, desacertos governamentais punem o transporte e os cidadãos. “Apesar da queda do petróleo no mercado internacional, pagamos na média 30% a 40% a mais por litro do que se paga nos Estados Unidos. Isso significa que em um ano gastamos a mais cerca de R$ 25 bilhões com óleo diesel, apenas considerando o transporte rodoviário de carga”, disse. ??

Moreira garantiu que a crise não assusta os logísticos, até porque o seu trabalho tem como foco “reduzir custo, fazer mais com menos, de forma mais rápida e com eficiência”. Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Logística, vive-se hoje cenário em que há muitos planos, mas pouca execução – nada muito relevante em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos nos últimos anos. ??”Assim, na logística, temos o jogo diário do mais com menos. Mais eficiência, mais inovação, menos custos, menos erros, mais resultados. É uma forma de equilibrar o jogo, no qual já saímos perdendo em função da infraestrutura do País”.

MEDALHA JK – A condecoração foi criada pela Confederação Nacional do Transporte em 1992 para homenagear personagens cujo trabalho profissional foi relevante para o transporte, em qualquer de suas modalidades. A comenda tem como patrono Juscelino Kubitschek de Oliveira, que chegou à Presidência com o famoso plano de metas 50 Anos em 5.

Fonte: Guia Marítimo

Categoria Notícias

A Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) não vai expandir tão cedo seu terminal para contêineres no porto de Santos (SP), devido às dificuldades da economia. A companhia, que tem como maior acionista a Odebrecht TransPort, disse que o terminal "está concluído e não demanda mais investimentos e, consequentemente, recursos dos acionistas".

A empresa está negociando com os credores "um alongamento do seu financiamento de longo prazo", processo que deve ser concluído até novembro deste ano. Questionada pelo Valor, a Embraport não respondeu se está nos planos a venda do terminal. A Embraport é uma sociedade entre a Odebrecht TransPort (com 66,7%) e a Dubai Port World (33,3%), operadora mundial de terminais de contêineres.

O empreendimento consumiu R$ 1,8 bilhão e por conta da variação do dólar a dívida real hoje é de R$ 2,2 bilhões. Mas não há inadimplência junto aos credores, garantiu a empresa.

A Embraport afirmou também que não há vínculo direto da empresa com a construtora Norberto Odebrecht, uma das empreiteiras envolvidas na Lava-Jato.

A outorga de autorização concedida à Embraport para operar um terminal de uso privado (TUP) em Santos foi dada em 2001 pelo Ministério dos Transportes e já previa a configuração final do empreendimento. Seria uma instalação maior que a atual, com, por exemplo, um cais de quase um quilômetro ante os 653 metros atuais, e instalações para outros tipos de carga. Mas a empresa decidiu tocar a obra por fases conforme a demanda.

As autorizações para a operação de TUPs dadas antes da criação da agência reguladora do setor, a Antaq, não previam um cronograma poro fases, algo que deve ser revisto, apurou o Valor.

O terminal foi inaugurado em 2013 com capacidade para 1,2 milhão de Teus (contêiner de 20 pés) por ano; com a expansão física, a meta era chegar a 2 milhões de Teus - a mesma oferta do maior terminal do Brasil, o Tecon Santos, seu vizinho.

Hoje o cenário é outro. Os volumes de comércio exterior estão mais fracos e o porto de Santos, especificamente, vive uma sobreoferta para contêineres, com seis terminais do tipo, o que vem derrubando os preços e colocando em risco a sobrevivência das empresas menores.

A expansão da Embraport não tinha uma data definida para começar, mas sempre esteve no projeto. Agora a empresa deve esperar a volta do crescimento mais robusto de cargas para decidir se faz a ampliação. Em entrevista ao Valor no fim de 2014, quando os volumes já estavam mais fracos, o presidente da Embraport, Ernst Schulze, afirmou que a ampliação não estava no radar no curto prazo.

Àquela altura, o terminal tinha uma ocupação de 50% da capacidade, pelo menos 10 pontos abaixo do que o próprio executivo estimara um ano antes. Especialistas do setor afirmam que qualquer patamar de ocupação menor do que 50% em terminais de contêineres é um risco para a rentabilidade do negócio.

A Embraport é hoje o terceiro terminal em movimentação de contêineres no cais santista, com 15% do mercado.

Fonte: Portos e Navios

Categoria Notícias

O Pro?duto Interno Bruto do Brasil teve queda de 1,9% no segundo trimestre de 2015, na comparação com o primeiro trimestre, informou nesta sexta-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mostra que a soma das riquezas produzidas no Brasil nos meses de abril, maio e junho foi R$ 1.428 bilhões.

Nos primeiros seis meses de 2015, a retração acumulada da economia brasileira foi 2,1%, segundo o IBGE. O Produto Interno Bruto do segundo trimestre de 2015 ficou 2,6% abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: Surgiu

Categoria Notícias

Para Márcio Holland, secretário da Fazenda, cenário neste ano é de aumento dos investimentos e crescimento da economia.

 

BRASÍLIA - Depois de um início do ano de piora nas expectativas, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, afirma que a economia brasileira está recuperando a confiança e o que o País vai continuar na trajetória de bons e sólidos resultados fiscais. Na sua avaliação, o quadro macroeconômico e fiscal não será empecilho para o aumento dos investimentos e o crescimento da economia. "Não há motivo nenhum para acreditar que haja algum empecilho advindo do quadro macroeconômico brasileiro", afirma o secretário.

 

Segundo ele, o Brasil vem praticando uma política de consolidação fiscal de muitos anos. "Não estamos falando de uma política de um ano, dois anos. Há muitos anos o Brasil vem fazendo excelentes resultados primários", diz.

 

Em entrevista exclusiva ao Estado, Holland avalia que há uma processo de recuperação da confiança na economia e faz uma análise detalhada dos principais fatores que vão impulsionar a atividade econômica em 2014 e que não estavam presentes em 2013. "Teremos avanço mais consistente de consumo", diz.

 

Ele prevê um cenário de muitas vendas de eletroeletrônico domésticos, celulares, TVs digitais e smartphones ao longo do ano. E destaca que a demanda agregada adicional vai promover movimentação a mais de estoques e produção. "Quando a economia cresce ajudada pelo mundo há sinal diferente para as expectativas", destaca. Para ele, as notícias boas vão contagiar as expectativas. Veja os principais trechos da entrevista:

 

Há razão para ser mais otimista com o crescimento econômico?

 

Márcio Holland: A economia brasileira está neste processo de recuperação desde 2012. Todos têm a avaliação de que 2013 foi melhor do que 2012. E o interessante é que nesse processo de recuperação temos um investimento muito bom. Está acima do PIB, o que é ótimo sinal. Vislumbramos situação, em termos de investimento, também para 2014, acima do ritmo do PIB. Uma qualidade de recuperação depois de 2012 muito boa, depois de acomodação pela crise e também pelo papel da política econômica em 2011.

 

O que vai ajudar?

 

Márcio Holland: Teremos agora alguns componentes adicionais na atividade em 2014 que não estavam presentes em 2013. O primeiro deles é que em 2014 há cenário de crescimento mundial maior, com a zona do euro saindo de crescimento negativo para positivo. Ainda que pequeno, mas isso é bom. E essa movimentação deve gerar externalidades positivas para o Brasil ao longo de 2014. O segundo elemento que estava pouco presente no ano passado é a dinâmica do crédito. Em 2013, nós começamos com uma pressão de inflação de alimentos que tencionou a preferência do consumidor e que teve associação com oferta de crédito dos bancos e isso não está se configurando neste ano. Estamos avaliando isso: uma inflação de alimentos bem mais benigna. Fechou 2013 com 8,51% no IPCA de alimentação e bebidas, e chegou a ser 14% no acumulado até abril de 2013. Mas vemos menor pressão de alimentos e bebidas. Esse ambiente faz com que você tenha uma redução consistente de inadimplência. A taxa de desemprego vem se mantendo estável em nível baixo, com cenário de queda em alguns casos. Essa combinação de redução da inadimplência, baixa taxa de desemprego, aumento de salários, e alimentos e bebidas mais baixo, isso vai representar um avanço mais consistente de consumo.

 

Mas pode haver aumento dos preços bebidas?

Márcio Holland: Tive telefonemas hoje com os empresários de bebidas e não é o que ouvi. Eles tem usado marketing de "carnaval sem reajuste", e eles estão otimistas.

 

A visão então é favorável para a combinação desses fatores?

 

Márcio Holland: Essa combinação vai ser mais um fator de movimentação dinâmica na economia, teremos demanda agregada adicional em relação a 2013 e isso vai promover movimentação a mais em estoques, e portanto mais produção ao longo do ano. Só para se ter uma ideia, o consumo até o terceiro trimestre do ano passado estava crescendo 2,4%. Esse consumo deve ser elemento adicional de crescimento da economia ao longo do ano. São esses fatores importantes para a atividade: investimento crescendo acima do PIB, o mercado internacional em recuperação gerando externalidade positiva para o Brasil por meio do vazamento de renda e melhoria do ambiente internacional.

 

E quanto a taxa de investimento propriamente? Foi muito puxada em 2013 por ônibus e máquinas agrícolas....

Márcio Holland: A parte de máquinas e equipamentos representa 55% da Formação Bruta, parte é meios de transportes e parte é máquinas para fins agrícolas, que cresceu muito no ano passado e está gerando modernização do setor agrícola, e isso segue firme em 2014, com mais safra recorde, indo para 167 milhões de toneladas, e com aumento da produtividade. Esse grande volume de máquinas gera produção. Veja também máquinas para fins industriais, que são complementadas por importadas, o que é natural. É assim em todos os países.

Se olharmos o começo de 2013, já tínhamos o mercado de trabalho aquecido e com consumo firme, sinal era sempre positivo, mas o PIB não cresceu até agora... o que mudou? Só cenário internacional?

 

Márcio Holland: Estamos falando de período de redução substancial do comércio mundial, os dados mostram isso, um volume grande de produção internacional excedente, inclusive naquele período de 2011 e 2012 com enfrentamento de práticas comerciais desleais, ou seja, teve essa movimentação, a economia brasileira estava em processo de acomodação, e quando há isso, acontece essa coisa de agentes recalibrarem confiança e expectativa. Há um tempo para isso mudar. Quando a economia começa a crescer, ajudada pelo mundo, agora há sinal diferente para as expectativas.

 

O sr. está preocupado com saldo comercial baixo e o déficit nas transações correntes recorde?

 

Márcio Holland: Não. Todos os cenários, os nossos e dos analistas, são de melhora em 2014. O ano de 2013 foi um momento específico. Vamos observar uma correção nesse desequilíbrio de conta corrente, então não nos preocupa. Há sinal de melhoria da balança comercial, da própria conta petróleo, então vai melhorar. Nosso cenário inclui melhora das transações correntes, isso não será um problema para 2014. O IED vai voltar a financiar o déficit ao longo do ano, com patamar de US$ 65 bilhões.

 

A política fiscal tem sido um problema para a confiança do empresário?

 

Márcio Holland: O ambiente macro é de muita solidez, tem demonstrado isso em todas as frentes. No lado fiscal temos feito muito nos últimos 15 anos, são os maiores superávits primários do mundo. A dívida líquida está caindo, a bruta está estável ao longo do tempo. As comparações internacionais mostram um aumento da dívida bruta nos outros países, temos também melhorado o perfil da nossa dívida, em linha com o Plano Anual de Financiamento. Nesse cenário em particular, o que acredito é: não há qualquer razão para associar o quadro macroeconômico a uma decisão de investimento no Brasil.

 

O que o sr. quer dizer com isso?

 

Márcio Holland: Quero dizer que nossa economia vem apresentando bons resultados, seja no campo da agricultura, seja na indústria, inclusive na indústria mineral, seja na construção civil que vai avançar mais frente ao ritmo de 1,7% no acumulado de 2013 até o terceiro trimestre, será ainda maior em 2014. Então do lado da oferta tem elementos adicionais acontecendo na economia, e isso vai restaurando a confiança de todos os agentes econômicos, e essas notícias boas serão somadas às notícias positivas do mundo. Isso vai contagiar as expectativas quanto ao Brasil.

 

A política fiscal não será um empecilho?

 

Márcio Holland: Não há motivo nenhum para acreditar que haja algum empecilho advindo do quadro macroeconômico brasileiro.

 

Por que a presidente Dilma deu tanto destaque à política fiscal em Davos?

 

Márcio Holland: Ela tocou em vários pontos, não somente esse. Eu destacaria também a ênfase nos investimentos em infraestrutura, em educação e saúde, e também a importância da estabilidade institucional brasileira, as baixas taxas de desemprego. Também vi uma série de análises interessantes sobre os emergentes no discurso dela, o fato de que se mantém muito dinâmicos, particularmente o Brasil, tendo mercado consumidor muito grande, como potencial de mercado consumidor ainda maior. A penetração de TV digital em 8%, de máquinas de lavar roupa em 55%, sendo 35% de automáticas, então há um universo de municípios para aumentar. As análises que nós recebemos de perspectivas de investimento para Brasil destacam isso.

 

Mas porque as previsões dos analistas são fracas?

 

Márcio Holland: O mercado sempre começa com uma avaliação de um cenário mais base e à medida que vêm ingredientes da atividade eles revisão para cima. Isso aconteceu porque num período anterior eles faziam sempre uma cenário de previsão maior e iam corrigindo um pouco para baixo.

 

As previsões para a economia vão melhorar, então?

 

Márcio Holland: Nossa expectativa é essa, por conta inclusive desse cenário que eu desenhei. A economia mundial melhorando seu ambiente de crescimento, de comércio mundial, os investimentos mantendo taxas de crescimento mais forte, agricultura continuando a contribuir de forma muito relevante, a indústria extrativa mineral dando contribuição positiva, o que não deu em 2013, a construção civil crescendo mais ainda. Do lado da demanda, muito acontecendo em vários setores da economia e que deve continuar. O que temos de cenário é que haverá muita venda de eletroeletrônico doméstico, celulares, TVs digitais, smartphones. O setor automotivo tem uma previsão de continuação das taxas de crescimento que tiveram nos últimos anos. Alguns setores crescem mais num período e alguns e outros períodos. Nós esperamos ter crescimento melhor ainda na indústria de alimentação este ano. Traduzindo: estamos vendo cenários de atividade acontecendo.

 

Mas e a previsão para o PIB?

 

Márcio Holland: O que eu posso dizer é que fazemos revisão periódica da nossa taxa de crescimento e isso vai continuar. Acreditamos que a economia em 2014 deve crescer mais do que 2013 e mais do que 2012. E é importantíssima essa trajetória de crescimento, com investimento e expansão da infraestrutura. Não se pode esquecer que está sendo processada a confiança no Brasil a partir do sucesso dos leilões. Em poucos meses do final do ano passado, tivemos cinco leilões de importantes rodovias e dois grandes aeroportos com importantes players internacionais.

 

E a Copa vai ajudar?

 

Márcio Holland: É esperado um movimento positivo de consumo.

 

Qual pode ser o papel do governo em 2014 para atividade?

 

Márcio Holland: Nós já temos um conjunto de incentivos. A partir de janeiro, os 56 setores de desonerações da folha estarão a pleno vapor, processo que começou em final de 2011 com três setores. O governo já anunciou o PSI (programa de sustentação do investimento) para esse ano com taxas interessantes e já temos programa de infraestrutura. Dos leilões já ocorridos, muito provavelmente já tem toda uma movimentação para iniciar os investimentos. E isso começa a mexer na atividade econômica. Só desses leilões estamos falando de investimentos de R$ 80 bilhões. Esses investimentos estão acontecendo a taxas cada vez mais rápidas e o efeito multiplicador é o maior. Tem uma atividade aí por conta desses investimentos.

 

Por que, então, o mau humor com o Brasil nesse início do ano?

 

Márcio Holland: Nós crescemos em 2013 mais do que em 2012. E o que é mais importante crescemos o investimento de forma relevante, a despeito de uma alteração da política monetária americana, que aconteceu em maio, manifestações em junho, e muita incerteza no cenário internacional associada ao tapering (a redução do programa de estímulos à economia americana). E a própria mudança do tapering em dezembro. Mesmo nesse ambiente de alteração da política monetária americana, o Brasil teve crescimento na taxa de investimento.

 

A expectativa é de que esse mau humor vai passar ?

 

Márcio Holland: Nessa discussão de mau humor, a gente está falando de sentimentos em torno de fatos. E os sentimentos vão mudando à medida que os fatos vão se concretizando. Vai se dissipando. O sentimento em torno dos fatos é cada vez mais positivo. Não vejo problemas nesse sentido. Estamos recuperando a confiança. E, ao longo desse ano, não há motivo para acreditar que essa avaliação de há um mau humor esteja afetando alguma coisa na atividade econômica agora.

 

Há economistas defendendo mais austeridade fiscal e outros dizendo que nessa hora de retomada do crescimento o governo não deveria transmitir aperto?

 

Márcio Holland: Eu respeito as avaliações. Mas eu acredito que o Brasil vem praticando uma política de consolidação fiscal de muitos anos. Não estamos falando de uma política de um ano, dois anos. Há muitos anos o Brasil vem fazendo excelentes resultados primários. A dívida líquida caiu de 60% para 34% do PIB e não é a toa. Melhorou seu perfil e alongou. O que eu acho fundamental é que esses resultados têm sido obtidos ao longo de uma história recente do Brasil. Não é uma novidade de um ano ou três. É algo que esta acontecendo e tem acontecido. E vamos continuar na mesma trajetória de bons e sólidos resultados econômicos e fiscais.

 

Qual pode ser o papel do câmbio para estimular as exportações e investimentos?

 

Márcio Holland: Nós estamos num regime de câmbio flutuante.

 

O câmbio pode influenciar o investimento de alguma forma?

 

Márcio Holland: É difícil falar isso. Não tem uma clareza sobre o nível de câmbio que afeta o investimento ou o crescimento. A única coisa que eu sei te falar é que nós temos a propriedade de ter a flutuação cambial como um pilar dos fundamentos e da atividade econômica. Essa flutuação cambial absorve choque diversos e evita esse contágio sobre o lado real da economia de forma relevante.

 

A crise da argentina tem assustado todo mundo. O CDS dos países vizinhos tem aumentado como sinônimo de risco natural. O governo está preocupado? Pode contagiar?

 

Márcio Holland: Não esperamos nenhum contágio ou relação que comprometa a atividade econômica qualquer evento dentro da Argentina que está se normalizando, inclusive.

 

Por último, o governo vai mudar as regras de previdência aberta e fechada por conta do cenário ruim do ano passado?

 

Márcio Holland: Não há nada nesse front. Eu posso falar porque é da minha secretaria o assunto. Vocês já conversaram com eles? Eles estão tranquilíssimos. Não tem nenhuma mudança de regra sendo discutida. Nada, Nada. Já está acertado com o setor, funcionando normal. Tá tudo arrumadinho, funcionando bem. Não sei de onde surgiu isso. Nem faço ideia. Não está na mesa.

 Fonte: Estadão

Os sintomas de melhoria da economia da região serão notados mais fortemente em 2015, para quando está previsto um crescimento de 4,1%

Genebra - A América Latina e o Caribe crescerão 3,6% em 2014, impulsionados principalmente pelo aumento da demanda doméstica, embora continuem vulneráveis a possíveis turbulências na economia mundial, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira por várias agências das Nações Unidas.

Os sintomas de melhoria da economia da região serão notados mais fortemente em 2015, para quando está previsto um crescimento de 4,1%, segundo o estudo "Situação e perspectivas da economia mundial 2014", da ONU.

O relatório revelou que, com um crescimento médio de 3,2%, a recuperação econômica de 2013 foi desigual no continente, e destacou acima da média Argentina e Brasil pelo fortalecimento da demanda interna e por mudanças nas políticas macroeconômicas.

Uruguai e Paraguai também ficaram acima da média graças à exportação de produtos agrícolas e à estabilização dos preços das matérias-primas.

"Durante 2014 os países da região também serão beneficiados pelo fortalecimento da demanda externa, se os Estados Unidos e a Europa saírem da crise", afirmou hoje durante a apresentação do relatório em Genebra Alfredo Calcagno, o chefe do departamento de macroeconomia e políticas de desenvolvimento da Unctad, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

No México e nos países da América Central as perspectivas para 2014-2015 são boas, embora um pouco mais complicadas após a desaceleração de sua economia, que cresceu 4% em 2012 e apenas 1,5% em 2013.

Para enfrentar esta situação, o governo mexicano empreendeu durante 2013 uma série de reformas estruturais para impulsionar um debilitado setor energético e tecnológico e estimular o investimento privado no país, mudanças que serão notadas em 2014 e 2015, com um crescimento estimado entre 4% e 4,2%, respectivamente.

Segundo o relatório, Nicarágua, Guatemala e Panamá crescerão em um ritmo mais rápido que o do México, embora, segundo Calcagno, "todos os países da região se beneficiem da melhoria das perspectivas econômicas dos EUA, um importante parceiro comercial".

O Caribe será a região do continente latino-americano que se recuperará mais lentamente da crise, já que um de seus principais motores econômicos, o turismo, depende muito da recuperação da demanda externa, especialmente dos Estados Unidos e da Europa, que foram os que mais sofreram com a crise que "explodiu" em 2008.

Em 2013, a economia dos países do arco caribenho cresceu em média 2,4%, menos que nos dois anos anteriores, embora a antecipada recuperação econômica dos países desenvolvidos possa impulsionar o turismo e, indiretamente, outros setores.

A previsão da ONU para o Caribe é de um crescimento de 3,3% para 2014 e de 3,8% para 2015. 

 

Fonte Exame

Categoria Comércio Exterior

Um crescimento muito forte dos investimentos em infraestrutura no próximo triênio, compreendido entre 2014 e 2016, é a aposta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de acordo com o planejamento estratégico da instituição.

O setor de logística lidera esse processo, disse hoje (18), no Rio de Janeiro, o presidente do banco, Luciano Coutinho. Ele tomou por base o sucesso observado nos recentes leilões de rodovias e aeroportos. Os investimentos projetados para logística no período atingem R$ 114 bilhões.

Segundo o presidente do BNDES, as concessões são fundamentais para acelerar a trajetória do investimento no país. Informou que as concessões feitas no segundo semestre deste ano já agregaram em logística mais R$ 30 bilhões em contratos e investimento para o ano que vem. Coutinho estima que a média de novos investimentos em concessões será R$ 80 bilhões por ano, talvez já a partir de 2015. “Quanto mais, melhor. Quando mais rapidamente consigamos pôr em marcha o ciclo ascensional de investimentos em infraestrutura logística, melhor para a economia brasileira, porque vai aumentar o nível de eficiência da economia”, disse.

Outros segmentos dentro da área de infraestrutura que deverão receber investimentos de porte até 2016 são energia elétrica (R$ 134 bilhões), também devido aos leilões promovidos pelo governo; telecomunicações (R$ 93 bilhões), superando os patamares mínimos exigidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); e saneamento (R$ 27 bilhões), evidenciando crescimento rápido dos investimentos públicos. “Nós esperamos também que os investimentos em transportes públicos se acelerem na segunda metade do ano que vem”, estimou.

Coutinho lembrou que esses investimentos exigem créditos de longo prazo, com média de 20 anos a 25 anos, com períodos de carência também longos “para que os projetos amadureçam”. Ressaltou a necessidade de criação, no Brasil, de uma poupança de longo prazo “para abastecer o funding (recursos) do sistema financeiro, para que seja possível ele financiar projetos de longo prazo, com taxas compatíveis com a natureza desses projetos de longa maturação”.

O presidente do BNDES destacou, nesse campo, o papel do mercado de capitais, com ênfase no mercado de debêntures, para “ser um vetor de desenvolvimento do financiamento privado de longo prazo”.

Na área da indústria, a expectativa de investimentos também é positiva para os próximos três anos. Favorece esse movimento o comportamento do mercado internacional, que se mantém estável, disse. O presidente do BNDES espera que a China, que desacelerou o crescimento, sustente uma expansão moderada, porque isso ajuda as exportações brasileiras de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior) e permite investimento em algumas cadeias produtivas, como as de celulose e papel e mineração.

No mercado interno, Luciano Coutinho ressaltou os investimentos projetados para o setor automotivo (R$ 45 bilhões), com empresas novas e novos polos industriais; o setor eletroeletrônico, com R$ 19 bilhões; o setor químico (R$ 18 bilhões), representado por investimentos em fertilizantes que compensam a retração observada das aplicações no campo petroquímico.

Sublinhou o grande volume de investimentos previsto também para o setor de petróleo e gás, da ordem de R$ 344 bilhões no triênio 2014/2016, ligado aos leilões feitos pelo governo e à entrada de novos operadores no mercado. Isso favorece o desenvolvimento da cadeia de fornecedores nacionais de bens de capital, equipamentos e engenharia para suprir os equipamentos necessários ao investimento.

Coutinho deixou claro que os valores anunciados para investimento representam “o que o BNDES está enxergando a partir de volume de consultas [recebido] aqui”. Os números se referem ao valor da moeda nacional (real) em 2012. A expectativa do presidente do BNDES é que as projeções ajudem na formação do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços fabricados no país, bem como estimule o crescimento de uma poupança de longo prazo.

Fonte: Jornal do Brasil

 

Especialista afasta pessimismo e aposta em melhora do indicador.Apesar do déficit do fluxo cambial de US$ 6,200 bilhões registrado no mês de outubro, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Banco Central, especialistas apontam que o indicador deve ser olhado com atenção, mas não é preocupante.

Para eles, o resultado faz parte de um contexto de insegurança e as oscilações do saldo de entrada e saída de moeda estrangeira no país são normais. O país registrou resultado negativo no fluxo financeiro de US$ 5,137 bilhões, enquanto o fluxo comercial registrou déficit de US$ 1,063 bilhão. Foi o quinto resultado negativo consecutivo.

 

O professor da Unicamp Pedro Rossi, membro do Instituto de Economia da universidade, explica que o resultado é um reflexo natural do cenário econômico instável. Também explica que o resultado não deve ser usado como parâmetro para avaliar o balanço de pagamento, já que o câmbio pode ser valorizado mesmo com o índice negativo de fluxo cambial.

 

“Esse indicador é conjuntural, o fluxo financeiro tem sido negativo ultimamente, e é um resultado natural diante da incerteza em relação ao cenário internacional. O fluxo comercial tem flutuado, o saldo do fluxo comercial desse mês foi melhor que no mês passado, e deve melhorar por conta da melhora das contas externas. O indicador do fluxo é diferente do balanço de pagamento, não necessariamente prevê o movimento do câmbio, porque o câmbio pode ser deslocado desse fluxo. Alguns meses têm fluxo financeiro positivo e o câmbio desvaloriza, pois ele se mede mais pelos estoques de moeda, por exemplo. Eu não vejo esse indicador como algo preocupante”, explica Pedro Rossi.

 

O saldo negativo de outubro foi o maior desde dezembro de 2012, quando o déficit ficou em US$ 6,755 bilhões. No primeiro dia útil de novembro, o saldo ficou positivo em US$ 660 milhões. Este ano já acumula fluxo cambia negativo de US$ 5,361 bilhões e o responsável pela saída de dólares superior á entrada foi o segmento financeiro, com saldo negativo de US$ 14,465 bilhões, enquanto o fluxo comercial teve resultado positivo de US$ 9,104 bilhões.

 

Levando em conta a vantagem do fluxo comercial, o economista afasta o pessimismo e prevê melhoras sustentadas pelas operações de câmbio relacionadas a exportações e importações. “É um processo [de melhora] natural, o Brasil atrai capital estrangeiro em cenários benéficos, e repele quando cenário muda. Do ponto de vista do fluxo financeiro, é um movimento natural e, inclusive, já foi pior. Ano passado, a saída foi de R$ 6 bilhões só do fluxo financeiro. Do ponto de vista do fluxo comercial, a mudança depende muito do movimento das grandes empresas, se contratam muito câmbio, se adiantam o pagamento das exportações. Acho que esse fluxo vai se reverter em algum momento, o saldo [do fluxo comercial] já está melhorando”, aposta.

 

Leia mais em:  Jornal do Brasil

 

 

Categoria Câmbio

Impedimentos burocráticos, as "constantes" mudanças legislativas e modo de trabalho dos brasileiros são problemas que empresários espanhóis devem enfrentam

Os impedimentos burocráticos, as "constantes" mudanças legislativas e o modo de trabalho dos brasileiros são, entre outros, os principais problemas que os empresários espanhóis devem enfrentar para se estabelecer no Brasil, segundo a Câmara de Comércio da Espanha.

Estes são alguns dos obstáculos assinalados em um guia interativo para fazer negócios no Brasil, apresentado nesta quinta-feira e que é voltado sobretudo às pequenas e médias empresas da Espanha que queiram se instalar no país.

A diretora-executiva da instituição, María Luisa Castelo, explicou à Agência Efe que o manual contém capítulos sobre as questões práticas que "qualquer empresário espanhol tem que levar em conta para se instalar no Brasil".

"O objetivo principal é dar ao empresário espanhol uma leitura mais prática, para ter uma ideia mais geral, que ele por exemplo não pode fazer uma transferência direta sem pedir autorização prévia ou obter informação sobre os papéis necessários para o visto", disse María Luisa.

Além disso, para a diretora-executiva "a contratação de um especialista (que resolva estas questões) não é uma opção, mas uma obrigação no Brasil".

Por outro lado, a câmara de comércio introduz várias mudanças nesta edição do guia que já foi publicado há dois anos.Entre eles, o manual deixará de ser uma edição em papel, para estar disponível somente em sua versão digital e que será, além disso, gratuita.

María Luisa acrescentou que o trabalho feito junto a especialistas, em sua maioria advogados, obteve "novas conclusões, não valendo a pena fazê-lo em papel, mas se adaptar às novas tendências e oferecê-lo em formato digital".

Por sua vez, o documento estará disponível no site da câmara onde o usuário poderá baixá-lo em formato PDF. Além disso, outras remodelações foram feitas em relação aos conteúdos, sendo o novo exemplar, "menos técnico e mais prático", segundo María Luisa, para quem o público-alvo, as pequenas e médias empresas espanholas, determinou tais mudanças.

"As grandes empresas já estão no país, o guia é para as pequenas e médias que queiram se internacionalizar", explicou, acrescentando que o "Brasil é tão complicado nos aspectos tributário e fiscal, que os fica impossível para os departamentos jurídicos na Espanha fazerem bem seu trabalho".

O guia incorpora links para as páginas de internet de fontes que "seguramente terão uma informação correta e atualizada, como a Embaixada espanhola no Brasil ou instituições governamentais brasileiras", disse.

O manual é necessário devido à grande demanda de informação dos empresários espanhóis que se interessam em se estabelecer no Brasil, "quando se registra um aumento claro, coincidindo com a crise", contou a diretora-executiva da câmara, opinando que o idioma "não é um obstáculo" e que "os empresários espanhóis costumam se sentir muito cômodos no Brasil".

Fonte: Exame

 

Categoria Comércio Exterior

A economia da China, segunda maior do mundo depois dos Estados Unidos, desacelerou e cresceu menos do que o previsto por analistas nos primeiros três meses do ano. O crescimento anualizado foi de 7,7% no trimestre de janeiro a março, comparado com 7,9% nos três meses anteriores. Os analistas previam uma porcentagem mais próxima aos 8%.

"A China manteve um firme crescimento apesar da complicada situação econômica internacional", informou o Gabinete Nacional de Estatísticas do país. A China tenta incentivar o crescimento após registrar o menor aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em treze anos, em 2012.

Vários dados econômicos, divulgados hoje (15) pelo governo da China, também ficaram abaixo do esperado, elevando as dúvidas sobre as perspectivas para o crescimento chinês. A produção industrial cresceu 8,9% em março em relação ao ano anterior, muito abaixo dos cerca de 10% previstos pelos analistas.

Os investimentos em bens de capital, um dos motores do crescimento chinês, subiram a uma taxa anual de 20,9% nos primeiros três meses do ano, mas os analistas previam mais de 21%.

Fonte: 

Categoria Notícias
Terça, 19 Fevereiro 2013 09:57

Coluna: Macroeconomia, com Ricardo Borges

EUROPA - Piorando... Ou a população aprende a ser alemã e trabalhar 24 hs por dia 7 dias por semana, ou veremos a primavera Europeia... "A economia da Grécia encolheu 6,0 por cento no último trimestre de 2012 ante o mesmo período do ano anterior e a taxa de desemprego do país atingiu máxima recorde de 27 por cento, mostraram dados do Eurostat. A economia, que contraiu 20 por cento em termos reais pelo Produto Interno Bruto (PIB) desde o início da recessão em 2008." (Fonte: Reuters)
FOCUS - Comunicando... "Os analistas consultados veem a inflação agora encerrando o ano a 5,70 por cento, ante 5,71 por cento anteriormente. Já a previsão para o dólar no final de 2013 é de 2,02 reais, ante 2,03 reais na semana anterior." (Fonte: Reuters)
JUROS - Inflação caindo devido à redução da energia elétrica, principalmente... "O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou para uma alta de 0,55 por cento na segunda quadrissemana de fevereiro, depois de avançar 0,88 por cento no período anterior. Cinco dos oito grupos que compõem o indicador desaceleraram a alta de preços, sendo que o destaque ficou com o grupo Habitação, cujos preços registraram queda de 1,25 por cento ante deflação de 0,59 por cento anteriormente. A principal influência para este movimento partiu do item tarifa de eletricidade residencial, que teve recuo de 13,39 por cento ante queda de 9 por cento no período anterior. Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (2,20 para 1,86 por cento), Educação, Leitura e Recreação (2,98 para 1,97 por cento), Despesas Diversas (4,10 para 2,84 por cento) e Vestuário (0,06 para -0,03 por cento)." (Fonte: Reuters)
Caindo, mas ainda muito alta... "O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 1,01 por cento na primeira quadrissemana de fevereiro, após encerrar janeiro com alta de 1,15 por cento." (Fonte: Reuters)

Fonte: Projecao.com.br

 

Categoria Notícias
Pagina 1 de 4