Portuguese Chinese (Simplified) English French German Italian Japanese Russian Spanish
Exibir por tag: Amazonas - SAC Armazenagem & Modais

Responsável por 80% de toda a movimentação de cargas do Amazonas, o Grupo Chibatão investiu R$ 262 milhões para a melhoria da logística do Estado entre 2014 e 2015.

Com um dos maiores píeres flutuantes do mundo, com 710 metros de comprimentos, com quatro novos guindastes que vão entrar em operação até dezembro deste ano; expansão do pátio para 360 mil metros quadrados, inaugurado no início de outubro, com capacidade de armazenagem de pelo menos três mil contêineres simultaneamente; aquisição de outros oito novos guindastes sobre rodas – RTG’s – com capacidade para 45 toneladas, além dos que já estão em operação, Chibatão demonstra todo o processo de reestruturação do Grupo

De acordo com o diretor-executivo geral do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, as melhorias ampliaram a capacidade por ali, aumentando a estrutura em 50% com a expansão. “O terminal operava com quatro navios; agora opera simultaneamente com seis”, finaliza.

Fonte: Guia Marítimo

Categoria Notícias

Cálculos da consultoria Macrologística mostram que até 2020 a cifra será ainda maior, podendo chegar a R$ 33,5 bilhões

O custo logístico na Amazônia Legal, região que envolve nove Estados (todos da Região Norte e mais o oeste do Maranhão e quase todo o território do Tocantins e de Mato Grosso), chega a R$ 17 bilhões por ano, revela levantamento da consultoria Macrologística. Em 2020, a cifra a ser gasta anualmente para a movimentação de bens na região será ainda maior, R$ 33,5 bilhões, de acordo com cálculos da consultoria.

A Região Norte do Brasil é a mais carente do País em termos de infraestrutura para escoamento de bens consumidos internamente ou exportados. As condições das estradas são precárias e, embora haja longos trechos de rios com potencial para a navegação, apenas uma hidrovia funciona com regularidade atualmente: a formada pelos Rios Madeira e Amazonas.

"Temos na Região Norte a maior bacia hidrográfica do mundo, que hoje é subutilizada. A grande solução logística da Amazônia está no uso das hidrovias, mas há pouco avanço na implantação desses corredores", afirma Olivier Girard, diretor da Macrologística.

A consultoria calculou os eixos mais importantes para a redução do custo do transporte na região. A maior redução seria com a implantação da hidrovia entre os Rios Juruena e Tapajós. Ambos, viabilizam o escoamento da produção do Centro-Oeste pelo Norte. "A estimativa é que o custo de frete cairia pelo menos 40% para o produtor", estima Girard.

É o projeto que geraria a maior economia em relação à despesa global com a logística na região. De acordo estudos da consultoria, a Hidrovia Juruena/Tajapós representaria redução de quase R$ 1 bilhão por ano. O sistema hidroviário, que no Brasil representa só 17% da matriz de transporte (contra 58% do transporte rodoviário), é apontado como a grande solução para a logística na Amazônia.

Segundo a Macrologística, o governo federal deveria investir na hidrovia do Teles Pires - que também seria conectada ao Tapajós -, na hidrovia nos Rios Araguaia/Tocantins, além de garantir recursos para ampliar a capacidade de escoamento na hidrovia do Madeira.

Apesar de haver estudos para implantação de novos corredores hidroviários no País, há no Brasil um embate entre o Ministério dos Transportes e o de Minas e Energia. A relação de ambos já foi bem pior, mas o diálogo institucional ainda carece de mais maturidade para se alcançar o que de fato importa: a construção de eclusas e hidrelétricas ao mesmo tempo.

Especialistas afirmam que o custo de construção das eclusas após a conclusão da hidrelétrica é entre sete e dez vezes maior se comparado a um projeto que prevê a obra conjunta. O exemplo mais recente é o da eclusa construída ao lado da hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins. O custo total foi de R$ 1,6 bilhão. "Com o PAC, o governo construiu a eclusa de Tucuruí, mas os investimentos para a retirada do Pedral do Lourenço não foram feitos. Sem isso, não é possível navegação em escala", afirma Girard.

Fonte: Estadão