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Line-up de navios aponta ainda para um crescimento nos embarques de farelo de soja na comparação com 2013

São Paulo - Dados de agendamentos de navios de soja para fevereiro mostram que as exportações brasileiras neste período atingirão um recorde histórico para o mês, devido à demanda internacional e a uma antecipação da safra.

Também é grande o volume de cargas de soja agendadas já para os últimos dias de janeiro.

O line-up de navios aponta ainda para um crescimento nos embarques de farelo de soja na comparação com 2013.

Dados compilados pela SA Commodities mostram que há cerca de 650 mil toneladas de soja já agendadas para navios que atracam nos portos brasileiros em janeiro e 2,5 milhões de toneladas destinadas a navios com atracação em fevereiro.

As exportações de soja foram praticamente inexistentes em janeiro de 2013, somando 280 toneladas, após o Brasil ter ficado com baixos estoques ao final de 2012, e atingiram 959 mil toneladas em fevereiro do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

"Todo ano (a exportação) começa um pouco mais cedo porque se planta cada vez uma área maior mais cedo, e você tem uma disponibilidade mais cedo", disse o analista Steve Cachia, da corretora Cerealpar, no Paraná.

Os números do line-up podem mudar de acordo com alterações nas programações das empresas exportadoras, mas se o volume escalado para fevereiro se confirmar, será um recorde nas exportações brasileiras para este mês.

O Brasil está começando a colher uma safra recorde que deve ficar em torno de 90 milhões de toneladas de soja.

Especialistas afirmam que o plantio de variedades de soja de ciclo curto, com o objetivo de liberar as lavouras mais cedo para uma "safrinha" com milho, por exemplo, está deslocando o pico da colheita brasileira para os primeiros meses do ano.

A consultoria Agroconsult afirma que 42 por cento da soja do Brasil estará colhida até 28 de fevereiro.

A AgRural estimou nesta sexta-feira a colheita brasileira em 3 por cento da área plantada no país, contra 2 por cento na semana passada.

"A colheita está indo bem, em ritmo normal, e a safra é bem maior, então é bem provável que a exportação de fevereiro vai bater recorde mesmo", disse à Reuters a analista Daniele Siqueira, da AgRural.

Em Mato Grosso, maior Estado produtor, 1,5 milhão de toneladas já estão disponíveis no mercado, apesar de uma desaceleração da colheita na última semana devido a chuvas, segundo dados dos produtores.

  1. Farelo 

O line-up de navios mostra que haverá fortes embarques de farelo de soja nas próximas semanas no Brasil.

Os navios atracando até o final de janeiro embarcarão 137 mil toneladas e os de fevereiro cerca de 840 mil toneladas, segundo os dados da SA Commodities.

Em fevereiro de 2013, por exemplo, o país exportou 670 mil toneladas do produto, que serve de matéria-prima para ração animal.

"O volume geral parece grande", disse Cachia, lembrando que a demanda internacional está aquecida, especialmente da China.

Filas

Já é grande o número de navios esperando para atracar em Paranaguá, segundo principal porto de escoamento de grãos no país.

Na manhã desta sexta-feira havia 39 navios graneleiros ancorados no litoral do Paraná, esperando para atracar em Paranaguá, segundo dados em tempo real disponíveis no terminal financeiro Eikon, da Thomson Reuters.

Em março de 2013, por exemplo, o número de navios na fila chegou a passar de 80, devido a uma alta demanda internacional por soja, após uma quebra de safra nos Estados Unidos.

Algumas embarcações chegaram a esperar mais de 2 meses, no ano passado, para conseguir atracar e carregar soja em Paranaguá.

Em Santos, o principal porto exportador de grãos e onde as filas costumam ser bem menores, há 11 navios no mar esperando para atracar, a maioria deles de milho, segundo a SA Commodities. Outros 11 graneleiros estão a caminho do porto no litoral paulista.

  1. Exame
Categoria Comércio Exterior

A proposta da empresa vencedora do leilão da BR-163 ficou em R$ 4,38 para cada 100 quilômetros da rodovia no trajeto que corta Mato Grosso do Sul.

A CPC (Companhia de Participações em Concessões) venceu o leilão nesta terça-feira (17) ao apresentar a valor de pedágio 52% menor que o teto estabelecido pelo edital, de R$ 9,27. A concessão da rodovia com 847 quilômetros de extensão em MS será de 30 anos.

De acordo com a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) os benefícios da privatização predominarão em relação aos novos custos. “O impacto da privatização será positivo se levado em consideração a agilidade do escoamento, a conservação das estradas e o ritmo do fluxo”, destaca o presidente da associação, Almir Dalpasquale, referindo-se às melhores condições de trafego, economia de combustível, durabilidade dos pneus e motores e, principalmente queda no número de acidentes na rodovia.

“Por um lado temos a elevação nos custos com a logística para o setor produtivo, por outro se ganha uma série de benefícios incalculáveis, como a segurança que a qualidade das estradas oferecerá. A privatização poupará vidas, e vida não tem preço”, reforça Dalpasquale.

De acordo com a Aprosoja/MS, a duplicação da pista dará ritmo à logística agrícola e pouco impactará na rentabilidade da produção. “Cerca de 70% da produção de grãos se concentra ao Sul do Estado, sendo assim os caminhões que transportarem a soja até o Porto de Paranaguá terão de arcar com pedágios em no máximo quatro pontos. Mas a queda no tempo de viagem será um dos pontos mais positivos na logística agropecuária”, afirma Dalpasquale.

Nove pontos de cobrança de pedágio serão instalados em Mato Grosso do Sul, um a cada 100 quilômetros da BR-163. Com custo de R$ 4,38 por ponto, um carro de passeio para atravessar o Estado arcará com o valor de R$ 39,42, enquanto que um caminhão bitrem de sete eixos, com capacidade para escoar 37 toneladas, terá custo de R$ 275,94 para percorrer o trecho de 847 quilômetros. “Sobre o impacto para a logística dos grãos sul-mato-grossenses, deve-se levar em consideração que 70% da produção agrícola se concentra ao Sul do Estado, o que dispensa a passagem em pelo menos metade dos pontos de pedágios que serão instalados”, enfatiza Almir Dalpasquale.

A soja exportada por MS tem como principal canal de escoamento o Porto de Paranaguá, o que torna necessária a utilização da BR-163. No mês de novembro, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de MS, 100% da soja exportada pelo Estado foi encaminhada ao porto paranaense e a preferência por Paranaguá se repete desde o mês de agosto devido a menor distância e custos mais baratos atualmente.

Fonte: Campo Grande News

 

Tags: soja, exportação, logística, BR-163, pedágios, Agricultura, Pecuária, Porto de Paranaguá



 

Quinta, 07 Fevereiro 2013 11:00

Safras recorde agravam déficit de armazenagem

Para analistas e representantes do setor, indústrias, agricultores e governo precisariam investir R$ 10 bilhões para zerar o déficit atual e até R$ 29 bilhões para acompanhar o crescimento da produção na próxima década.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) considera ideal que os países tenham capacidade para armazenar 120% de sua produção agrícola - no caso brasileiro, 216 milhões de toneladas. Mas se as estimativas de colheita se confirmarem, essa relação deve ficar abaixo de 80%.
Representantes do setor afirmam que, na prática, o déficit é maior, porque muitos armazéns não são adequados para receber soja e milho, culturas em que a produção mais cresceu nos últimos anos. Só no Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos, o déficit para este ano é estimado em quase 10 milhões de toneladas. A situação no Estado agravou-se nos últimos dois anos, período em que a produção de soja e milho cresceu mais de 9 milhões de toneladas. Até então, havia equilíbrio entre a produção e a capacidade estática dos armazéns. Como resultado, o custo médio para armazenar soja por um mês quase dobrou entre 2010 e 2012 - de R$ 12,79 para R$ 25,15 a tonelada.
A falta de armazéns também eleva os gastos com transporte. Sojicultores do leste do Mato Grosso precisam mover o produto por até 300 km para conseguir um armazém. Com isso, o custo da saca de soja sobe entre R$ 4 e R$ 5, ou 10% do preço da commodity no Estado.
O governo federal estuda construir ou ampliar pelo menos dez armazéns em oito Estados, o suficiente para elevar a capacidade total do sistema oficial em pouco mais de 800 mil toneladas.
Fonte: PortoGente
Categoria Notícias

Nesta quarta-feira, foi criado pelo Governo Federal o Grupo Técnico para Estudos Estratégicos de Comércio Exterior (o GTEX). Essa comissão ficará encarregada de realizar estudos e propostas a respeito da política de comércio exterior com países e áreas econômicas específicas.

África, Ásia e América Latina são prioridades nesta primeira etapa do grupo, que elaborará projetos a serem submetidos aos ministros da Câmara de Comércio Exterior. 

E é justamente da Camex que 'fornece' a força-tarefa do grupo, tendo um representante de cada um de seus sete ministérios componentes: Desenvolvimento, Desenvolvimento Agrário e Planejamento, Relações Exteriores, Agricultura, Casa Civil, Fazenda, e Indústria e Comércio Exterior.

Categoria Comércio Exterior