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A Rumo ALL convocou nesta terça-feira acionistas da companhia para Assembleia Geral Extraordinária em 4 de fevereiro para deliberar sobre o cancelamento do aumento de capital da empresa de logística ferroviária, que foi recomendado pelo Conselho de Administração.

A Rumo informou na última sexta-feira que seu Conselho recomendou o cancelamento da operação aprovada em dezembro.

A decisão veio diante da derrocada de quase 60 por cento dos papéis da empresa em 2016 até quinta-feira, colocando em risco a captação do montante mínimo necessário à homologação parcial do aumento de capital.

Com isso, a diretoria da companhia iniciou estudos visando uma nova captação de recursos para financiar a empresa.

A assembleia de acionistas de 4 de fevereiro também vai deliberar sobre a ratificação e extensão da dispensa dos acionistas Cosan Logística, GIF Rumo Fundo de Investimento em Participações e TPG VI Fundo de Investimento em Participações da obrigação de subscrever ações emitidas em aumentos de capital pelo preço mínimo de 39 reais.

A ideia é que tal dispensa seja aplicável a qualquer futuro aumento de capital da empresa.

A Cosan Logística, principal acionista da Rumo, reiterou compromisso de aportar pelo menos 250 milhões de reais na nova captação, de um montante esperado da ordem de 2 bilhões de reais, ainda a ser aprovado.

As ações da Rumo ALL encerraram o pregão de segunda-feira estáveis, cotadas a 3 reais.

Fonte: Exame

A ALL apresenta prévia de resultados do terceiro trimestre deste ano, indicando que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 507,7 milhões no critério consolidado, alta de 0,8% sobre mesmo período do ano passado.

A companhia explica que o aumento se deve ao crescimento de 0,5% no Ebitda das Operações Ferroviárias, ao de 23,5% no indicador da Brado Logística e, por outro lado, a queda de 28,6% no Ebitda da Ritmo Logística.

Em volumes, no consolidado a ALL apurou crescimento de 2,2% para 33.936 milhões de TKU. O volume da ALL Operações Ferroviárias cresceu 4,4%, para 12.526 milhões de TKU.

Na operação ferroviária, a companhia informa que os investimentos irão ultrapassar o guidance (projeção) original de R$ 800 milhões para o ano e deverão totalizar entre R$ 900 milhões e R$ 950 milhões no ano.

O valor não inclui os investimentos na duplicação do trecho ferroviário de Campinas ao Porto de Santos, que é parte do acordo estabelecido com a Rumo em 2009.

A companhia lembra que dois acidentes ocorridos em junho de 2013 reduziram a capacidade de descarga durante o trimestre e que apesar da queda de dois dígitos nas exportações de grãos no Brasil, o volume de commodities agrícolas da ALL cresceu 5,2% no terceiro trimestre. Por sua vez, o volume de produtos industriais aumentou 1,8% na comparação com o mesmo intervalo de 2013.

Quanto ao quarto trimestre, a ALL considera "difícil antecipar as condições da demanda de commodities agrícolas". Já para os volumes industriais, a companhia espera um cenário mais regular das exportações de etanol e as contribuições positivas dos volumes da Brado e Eldorado.

Fonte: Exame

Categoria Notícias

Perto de concluir a duplicação do trecho de 260 quilômetros de ferrovia da malha paulista, entre Boa Vista e Santos, a ALL já planeja novas duplicações da malha paulista. Conforme explicou o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, a intenção é que novas obras ocorram paulatinamente, primeiro realizando a duplicação até Itirapina, depois até Araraquara e posteriormente até Santa Fé.

"Temos grande fluxos que vêm e são captados desde Mato Grosso, e teremos, já no curto prazo, com a chegada da ferrovia norte Sul até Santa Fé/Estrela d'Oeste, mais um grande vetor que influenciará na ampliação do volume de cargas que precisam ser transportadas por ferrovias", justificou o ministro.

O diretor de Relações Institucionais da ALL, Pedro Roberto Almeida, confirmou que os estudos de engenharia já estão sendo feitos e a ideia é solicitar os licenciamentos a partir de janeiro ou fevereiro de 2015. De acordo com ele, o projeto, que ainda deve ser discutido mais detalhadamente com o governo, seria desenvolvido em 5 a 6 anos.

O ministro acrescentou que os novos investimentos, que não estão previstos no contrato de concessão, não deverão gerar reequilíbrio econômico financeiro, mas devem contar com suporte do governo, do ponto de vista financeiro, especialmente criando condições de financiamento a longo prazo e taxas atrativas.

A obra hoje em andamento pela ALL, que está atualmente orçada em aproximadamente R$ 700 milhões em vias permanentes, também foi realizada sem previsão em contrato. Foi definida em parceria com a Rumo Logística, e atrasos da realização do trecho hoje em andamento estiveram no centro das discordâncias entre as duas empresas, que agora aguardam a aprovação das autoridades para concluir a fusão.

A ALL só pôde iniciar a duplicação de 40 quilômetros - de Embu-Guaçu até Evangelista de Souza (26 km) e de Paratinga até Perequê (18km), na Baixada Santista - após a obtenção do licenciamento ambiental, o que ocorreu em fevereiro passado. A previsão da empresa é concluir as obras até março de 2015.

Após visita ao trecho de planalto das obras, Passos disse que entre 80% e 90% das obras já foram executadas. "Até abril do próximo ano teremos a via toda duplicada, faltando um trecho da Baixada, na região do Perequê, de 2 quilômetros, que é mais complicado, mas que não significará nenhum gargalo", disse.

De acordo com ele, a conclusão da duplicação nos trechos em andamento "sem dúvida" reduzirá as dificuldades no escoamento da safra a partir do próximo ano. Ele estimou que a duplicação concluída no trecho abre capacidade de transporte de mais de 50 milhões de toneladas e propiciará redução de 1,5 milhão de viagens de caminhão.

Passos lembrou que neste ano o Ministério dos Transportes, juntamente com a Secretaria de Portos, o Porto de Santos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério da Agricultura, trabalhou cooperativamente na busca de soluções para reduzir os engarrafamentos das rodovias que ligam ao Porto de Santos durante a safra. "Isso produziu um efeito positivo substancial e no que diz respeito às ferrovias nós já estamos trabalhando", comentou.

Segundo ele, o ministério busca a cooperação de todas as concessionárias - além de ALL, citou MRS, FCA e Portofer - para ações que propiciem maior eficiência das ferrovias no curto prazo. "Já para a próxima safra vamos trabalhar nisso", disse.

Fonte: A Tribuna

Categoria Notícias

O Ministério Público Federal informou nesta terça-feira, 09, que acertou um compromisso com representantes da América Latina Logística (ALL), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e de municípios da região de Araraquara (SP) para solucionar problemas de segurança nas ferrovias locais.

Conforme o MPF, ficou acertado que no prazo de 90 dias será apresentado um plano de ação que deve contemplar soluções para os problemas de segurança das linhas que passam no perímetro urbano de 19 municípios que compõem a subseção judiciária - Américo Brasiliense, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Borborema, Cândido Rodrigues, Dobrada, Fernando Prestes, Gavião Peixoto, Ibitinga, Itápolis, Matão, Motuca, Nova Europa, Rincão, Santa Ernestina, Santa Lúcia, Tabatinga, Taquaritinga e Trabiju.

A ALL terá 70 dias para contatar os municípios e elaborar o plano de ação, bem como uma matriz de responsabilidades sobre o que compete à empresa e o que compete aos municípios, e ainda um cronograma para implementação das soluções definidas pelas partes.

Os documentos serão apresentados à ANTT, que, após suas considerações e fiscalizações, encaminhará o material ao MPF.

"O MPF acompanhará o cumprimento do termo e a realização do plano de ação para solucionar as questões de segurança que envolvem as ferrovias da região", informou o MPF, em nota.

Fonte: Exame

Categoria Notícias

A geração de caixa da América Latina Logística (ALL) ficou praticamente estável no segundo trimestre, com as operações ferroviárias afetadas por cenário de difícil demanda, o que prejudicou os volumes transportados.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado no segundo trimestre teve variação positiva de 0,2 por cento na comparação com um ano antes, chegando a 579,5 milhões de reais, informou a ALL em sua prévia de resultado.

A companhia de logística afirmou que os resultados da operação ferroviária ficaram abaixo do inicialmente esperado, afetados pela difícil demanda, em meio ao cancelamento por parte da China de navios de grãos cuja atracação era esperada nos portos de Santos e Paranaguá.

Os volumes transportados nas ferrovias da ALL, medidos em TKU, subiram 0,9 por cento de abril a junho na comparação anual.

A ALL acrescentou que as chuvas de junho, consideradas excessivas, interromperam trechos ferroviários no Sul do país, restringindo as operações para os porto de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) e interrompendo a rota de São Paulo ao Rio Grande do Sul por cerca de dez dias. No segmento Brado Logística, a ALL afirmou que o volume transportado teve crescimento de 17,9 por cento no segundo trimestre, impulsionado por um aumento nos corredores de Bitola Larga e do Paraná, aos quais locomotivas e vagões foram adicionados para 2014. O Ebitda da Brado avançou 39,8 por cento no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 15,5 milhões de reais.

A Ritmo Logística apresentou queda de 33,9 por cento nos volumes, afetada pelo mal desempenho das unidades Soluções Dedicadas e Negócios Intermodais.

Reagindo à divulgação da prévia de resultados do segundo trimestre, as ações da ALL recuavam cerca de 3 por cento na bolsa paulista às 10h53, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,29 por cento.

Fonte: Exame

Categoria Comércio Exterior

Venceu há três anos, em junho de 2011, o prazo dado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que a concessionária America Latina Logística (ALL) reativasse o ramal ferroviário que liga o Porto de Santos, na Baixada Santista, ao município de Cajati, no Vale do Ribeira. Com 214 quilômetros de extensão, a única ferrovia que atende a região sul do Estado, construída há 100 anos, continua abandonada.

A demora no início das obras levou o Ministério Público Federal (MPF) a entrar com uma ação civil pública na Justiça Federal de Santos, no último dia 30, para exigir o cumprimento do contrato de concessão firmado entre a empresa e o Governo Federal.

O MPF quer que a concessionária seja obrigada a realizar os serviços necessários para retomar a circulação de trens de carga no ramal, num prazo de 90 dias. As obras incluem a recolocação de trilhos e dormentes em trechos em que a linha praticamente desapareceu. Na maioria das 12 cidades cortadas pelos trilhos, houve depredações e vandalismo. Há trechos em que o leito da ferrovia foi ocupado por barracos. As estações e outras instalações ferroviárias foram saqueadas. Muitas passagens de nível já nem existem mais.

Para o Ministério Público Federal, a responsabilidade é da concessionária que recebeu a ferrovia com o compromisso de mantê-la em condições adequadas para a circulação dos trens. “O patrimônio público que estava sob a guarda da ALL foi dilapidado, saqueado e sucateado”, afirma o MPF.

Prefeitos, políticos e empresas da região querem a reativação do transporte ferroviário de cargas. Em documento enviado à ANTT, representantes dos setores agrícola, de mineração e de fertilizantes manifestaram interesse em transportar produtos para o Porto de Santos através da ferrovia. O potencial de cargas a ser movimentado pelos trens está estimado em 1,5 milhão de toneladas por ano.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres pediu, especificamente, a reativação do trecho do ramal que vai de Cajati até o terminal instalado no bairro de Samaritá, em São Vicente (veja no mapa abaixo). Nesse terminal, se unem três linhas, a que liga a Baixada Santista a Cajati e duas com destino ao Porto de Santos: uma delas é a que corta a região da orla, passa pela antiga Estação Sorocabana, no Gonzaga (Santos), e chega ao cais na região de Outeirinhos; a outra prossegue em direção ao Sopé da Serra do Mar, até o Terminal Perequê, em Cubatão, onde encontra as linhas da concessionária MRS que vão até o Valongo, no complexo marítimo.

O ramal Samaritá-Outeirinhos foi repassado ao Governo do Estado, que está implantando em seu traçado a linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Consequentemente, as cargas vindas de Cajati com destino ao Porto terão de seguir pelo ramal que passa por Cubatão para chegar aos terminais marítimos.

Em nota, a ANTT informou que a implantação do VLT em São Vicente não é “incompatível” com a reativação do ramal de Cajati. Conforme apurou A Tribuna, isso ocorre pois o Terminal Samaritá conta com um pátio ferroviário anexo, possibilitando que algumas linhas sejam destinadas ao transporte de passageiros e outras, para cargas.

Responsabilidade

O MPF quer que sejam responsabilizados pelo abandono da ferrovia, além da concessionária, a União, através da ANTT e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e as prefeituras da região.

Até ontem, a Justiça não tinha se manifestado sobre o pedido de tutela antecipada no processo. As partes envolvidas também não tinham sido intimadas. O Ibama informou que vai aguardar a notificação, assim como as prefeituras envolvidas.

 A ALL informou que, após a resolução da ANTT que determina a recuperação do trecho entre Samaritá e Cajati, entrou em contato com o Ibama para o licenciamento ambiental da obra. A concessionária aguarda o termo de referência para elaborar os estudos ambientais e dar início à recuperação do trecho.

 O ramal ferroviário ligando o Porto de Santos a Juquiá, no Vale do Ribeira, foi construído entre 1913 e 1915 pelos ingleses. O trem era o único meio de transporte da região e servia para levar madeira, frutas, especialmente a banana,e passageiros até o Porto. Em 1926, a ferrovia passou a integrar a Estrada de Ferro Sorocabana. A extensão do ramal até Cajati só ocorreu em 1981. Em 1997, o transporte de passageiros foi desativado, mas os trens de carga ainda circularam até o início de 2003.

Fonte: A Tribuna

Categoria Comércio Exterior
Terça, 20 Maio 2014 10:30

Os desafios da Cosan além dos trilhos

Ele fez fama e (muita) fortuna com açúcar e álcool. Durante anos conhecido como "rei do etanol", o empresário Rubens Ometto Silveira Mello tem agora em suas mãos uma bucha de canhão.

Caberá ao grupo Cosan, do qual é controlador, transformar a endividada América Latina Logística (ALL), que tem boa parte de sua malha e ativos sucateados, em uma concessionária ferroviária eficiente.

Os desafios não serão poucos. Para promover essa virada, na avaliação do mercado, a empresa terá de tomar mais dívida. Só dessa forma ela conseguirá atingir seu objetivo: ser a maior companhia de logística integrada do País. A dívida líquida da companhia no primeiro trimestre do ano somou R$ 4,6 bilhões.

Idealizada para ser o grande veículo de escoamento da safra brasileira de grãos do Centro-Oeste para o Porto de Santos, a ALL deu dor de cabeça ao governo e foi alvo de bombardeios de todos os lados.

Os problemas foram em boa parte atribuídos à gestão errática e à dificuldade da companhia em dar vazão a todos os contratos firmados com clientes, afirmam fontes.

Muitos dos críticos da ferrovia apostam que, sob a gestão da Cosan, a nova Rumo-ALL conseguirá fazer valer o peso de sua responsabilidade, que é tornar mais ágil o agronegócio da porteira para fora.

"A trajetória do grupo Cosan, que protagonizou os principais movimentos de fusões e aquisições nos anos 2000 para se tornar líder no setor sucroalcooleiro e se verticalizar no segmento de combustíveis, foi de sucesso. Agora, a companhia tem pela frente sua prova de fogo para se consolidar como um grupo de infraestrutura e energia", diz Herbert Steinberg, sócio da consultoria Mesa Corporate.

As negociações que culminaram na mudança de controle da ALL não foram nada fáceis. Foi uma novela, que durou dois anos, com muitas idas e vindas, disputas na Justiça e mudanças no meio do caminho, até chegar na proposta apresentada pela Rumo, subsidiária da Cosan, em 24 de fevereiro, na qual o grupo assume o comando da companhia.

A nova Rumo-ALL aguarda agora o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para pôr em marcha um ambicioso plano de expansão, com investimentos de R$ 7 bilhões nos próximos cinco a sete anos, segundo fontes de mercado.

Divisão

O grupo Cosan também vai se separar em dois negócios - infraestrutura, com a nova Rumo-ALL, e energia, que abarca as seguintes divisões: Raízen (distribuição de combustíveis e produção de açúcar e etanol), Comgás (gás canalizado), Radar (propriedades rurais) e lubrificantes.

"Nós vemos uma segregação cada vez maior porque enxergamos tipos de investidores diferentes, objetivos e dinâmicas diferentes entre esses dois negócios", diz Marcos Lutz, presidente do grupo.

Essa mudança começou a ser desenhada em meados dos anos 2000. Pragmático, Rubens Ometto percebeu que ser "apenas" líder no volátil mercado de açúcar e álcool seria um tiro no seu próprio pé. Foi um trabalho de desapego, muito incomum em empresas familiares.

"A verdade é que sempre acreditei no setor de açúcar e álcool. Tentei a vida inteira trazer meus pares para trabalhar, juntos, no desenvolvimento do mercado internacional. Via muita sinergia nessa união, mas sempre fui mal interpretado. Chegou uma hora que cansei", diz Ometto.

Para dar essa guinada, foi a mercado buscar executivos de calibre pesado - assim, como ele, estilo linha dura. Ex-CSN, Lutz entrou em 2007 e ajudou Ometto a dar forma à companhia de infraestrutura. Marcelo Martins, vice-presidente de finanças e relações com os investidores, se juntou ao time no mesmo ano para coordenar o processo de fusões e aquisições e gestão financeira.

Julio Fontana Neto, que transformou a MRS de uma ferrovia deficitária em companhia lucrativa, chegou em 2009 para colocar a Cosan literalmente nos trilhos. "Estar em uma negociação do lado oposto da Cosan é muito difícil. Eles são uns tratores", diz uma fonte.

O time da Cosan - resultado da contração dos nomes das usinas Costa Pinto e Santa Bárbara - não só consolidou a companhia como maior produtora de açúcar e álcool do Brasil, como promoveu a diversificação da empresa.

Com forte DNA em aquisições, o grupo segue analisando novas frentes nos setores em que já atua: quer continuar crescendo, mas sem perder o foco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

 

A concessionária ferroviária América Latina Logística (ALL) pediu à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) o descredenciamento da Rumo Logística como usuário dependente do transporte ferroviário. O requerimento foi feito em meio às negociações de uma possível fusão entre as duas empresas, mas enquanto o negócio não avança, a disputa entre ALL e Rumo segue na esfera judicial e administrativa.

Desde o último dia 7 de janeiro, já eram conhecidas as intenções da concessionária de pedir o descredenciamento da subsidiária do Grupo Cosan.

A Rumo parou de pagar fretes e repassar valores dos investimentos previstos no contrato firmado entre as duas companhias desde que a disputa passou para a esfera judicial, no início do terceiro trimestre do ano passado. A figura do usuário dependente, regulamentada pela resolução da ANTT nº 3.694/11, assegura o transporte ferroviário do usuário que necessita do modal para a viabilidade de seu negócio. Sem o registro de usuário dependente, a empresa pode perder o privilégio da reserva de capacidade da ferrovia.

O contrato entre ALL e Rumo, firmado em 2009 para o transporte de açúcar até o Porto de Santos, está sendo questionado pela concessionária em um processo de arbitragem e por terceiros no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fonte: A Tribuna

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da operadora ferroviária América Latina Logística (ALL), Rodrigo Campos, afirmou que a empresa apresenta todas as condições favoráveis para capturar o volume da safra agrícola de grãos deste ano, que deve crescer 3,6% sobre a colheita passada segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O executivo mencionou a resolução dos problemas com equipamentos nos terminais do Porto de Santos e a normalização do tráfego no corredor de exportação que liga o litoral paulista à região produtora do Centro-Oeste, como fatores que aumentam a confiança da companhia para absorver os volumes desperdiçados em 2013.

“Em um ano de operação portuária normal, a ALL tem tudo para capturar o que deixou de transportar no ano passado”, afirmou.

Em 2013, a ALL conviveu com restrições no escoamento provocadas por um incêndio no shiploader – equipamento que embarca os granéis agrícolas (açúcar ou soja, por exemplo) nos navios – no principal terminal de operação ferroviária em Santos, o Terminal de Granéis do Guarujá (TGG), que afetou volumes de commodities agrícolas durante todo o quarto trimestre. Também sofreu em razão de um acidente com o shiploader no Terminal 39, o segundo mais importante terminal de descarga ferroviária, o que limitou sua capacidade até novembro.

Campos mencionou ainda, como um importante vetor de aumento de volumes agrícolas para a ALL neste ano, a operação em plena capacidade de seu complexo em Rondonópolis (MT). No ano passado, a concessionária inaugurou um trecho de 206 quilômetros de ferrovias desde o município de Alto Araguaia (MT) até Rondonópolis.

Para 2014, a empresa espera que os embarques de grãos ocorram em sua maioria no novo extremo da linha, o que significa um aumento da distância média transportada.

“A ALL vê um mercado promissor em 2014 por conta da safra recorde e da operação a todo vapor no projeto Rondonópolis”, disse. A única restrição que permanecerá no Porto de Santos, segundo o diretor, é a de embarques de açúcar afetados pelo incêndio que destruiu, no ano passado, o terminal da Coopersucar e a das obras nas moegas – instalação utilizada para o desembarque das cargas, dos caminhões e vagões para o armazém – do terminal da Rumo Logística.

No entanto, ele acredita que grande parte do gargalo seja resolvido a partir do início do próximo semestre com a reconstrução das instalações da Coopersucar. “É possível que no segundo semestre a situação no sistema do açúcar esteja perto da normalidade”, afirmou.

Fonte: A Tribuna

Categoria Comércio Exterior

As concessionárias ferroviárias América Latina Logística (ALL) e ALL Malha Paulista ajuizaram um habeas data contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para exigir da Gerência de Regulação e Outorga de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas do órgão a exibição de vários documentos, entre eles, o relatório final da comissão técnica instituída pela Portaria Sufer (Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas) nº 121, de 23 de outubro passado. O pedido judicial foi apresentado na quinta-feira da última semana.

A comissão em questão elaborou estudos para apurar em detalhes os problemas de descarga dos terminais afetados pelo incêndio ocorrido dias antes no Porto de Santos, dentre os quais o da Rumo Logística, pertencente ao Grupo Cosan.

No processo de habeas data a ALL, representada pelo escritório Ernesto Tzirulnik Advocacia (Etad), afirma que os documentos lhe permitirão comprovar a suposta abusividade das exigências feitas pela Rumo, que tem imposto mensalmente “multas milionárias” à companhia ferroviária sob a alegação de que esta estaria descumprindo a obrigação de transportar açúcar “em volumes que sabe inexequíveis”.

A ALL e a Rumo travam uma disputa em torno de um contrato de transporte de açúcar. Enquanto a Rumo acusa a ALL de não cumprir os volumes acordados, a concessionária afirma que a subsidiária da Cosan faz pedidos impossíveis de serem atendidos. O acordo previa a ampliação da capacidade da linha férrea que atende o terminal portuário, o que não ocorreu porque a concessionária de ferrovia não obteve as licenças ambientais necessárias.

Segundo o escritório de advocacia, outro importante documento requerido pela ALL é a minuta da Portaria da ANTT com o novo Plano de Atendimento à Rumo, redigida a partir do relatório final da comissão. O processo está em tramitação na 17ª Vara Federal do Distrito Federal.

Fonte: A Tribuna

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