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Exibir por tag: ferrovias - SAC Armazenagem & Modais

A geração de caixa da América Latina Logística (ALL) ficou praticamente estável no segundo trimestre, com as operações ferroviárias afetadas por cenário de difícil demanda, o que prejudicou os volumes transportados.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado no segundo trimestre teve variação positiva de 0,2 por cento na comparação com um ano antes, chegando a 579,5 milhões de reais, informou a ALL em sua prévia de resultado.

A companhia de logística afirmou que os resultados da operação ferroviária ficaram abaixo do inicialmente esperado, afetados pela difícil demanda, em meio ao cancelamento por parte da China de navios de grãos cuja atracação era esperada nos portos de Santos e Paranaguá.

Os volumes transportados nas ferrovias da ALL, medidos em TKU, subiram 0,9 por cento de abril a junho na comparação anual.

A ALL acrescentou que as chuvas de junho, consideradas excessivas, interromperam trechos ferroviários no Sul do país, restringindo as operações para os porto de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) e interrompendo a rota de São Paulo ao Rio Grande do Sul por cerca de dez dias. No segmento Brado Logística, a ALL afirmou que o volume transportado teve crescimento de 17,9 por cento no segundo trimestre, impulsionado por um aumento nos corredores de Bitola Larga e do Paraná, aos quais locomotivas e vagões foram adicionados para 2014. O Ebitda da Brado avançou 39,8 por cento no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 15,5 milhões de reais.

A Ritmo Logística apresentou queda de 33,9 por cento nos volumes, afetada pelo mal desempenho das unidades Soluções Dedicadas e Negócios Intermodais.

Reagindo à divulgação da prévia de resultados do segundo trimestre, as ações da ALL recuavam cerca de 3 por cento na bolsa paulista às 10h53, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,29 por cento.

Fonte: Exame

Categoria Comércio Exterior

A construção do Ferroanel de São Paulo era para ter sido iniciada no começo dos anos 2000, com a primeira etapa do Rodoanel Mário Covas. Na época, discutia-se a viabilidade dos 66 quilômetros do tramo Sul que, assim como o Norte, seria construído em paralelo com a rodovia. A indefinição do Governo Federal, que passava por transição política, engavetou o projeto.

Atualmente, o tramo Norte é considerado estratégico para economia nacional. Por isso, é tratado como prioridade. Oficialmente, entretanto, o Ministério dos Transportes não descartou o tramo Sul, que deverá interligar as linhas de Parelheiros as de Rio Grande da Serra. A pasta limita-se a dizer, por meio da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que ele está sob avaliação.

Para o presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço, o tramo Sul, como havia se imaginado há mais de uma década, não poderá ser concretizado. Será preciso rever a viabilidade do empreendimento. “A pista do Rodoanel, que iria margeá-lo, ficou muito próxima à Serra do Mar. Por isso, será difícil de acontecer”, pondera.

Da mesma forma, conforme explica o presidente da estatal paulista, caso o licenciamento ambiental acontecesse, a obra ficaria muito mais cara. Os trilhos teriam que ser instalados sobre viadutos, principalmente, pelas áreas alagadas da represesa Billings e do Riacho Grande, por exemplo.

Fonte: A Tribuna

Venceu há três anos, em junho de 2011, o prazo dado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que a concessionária America Latina Logística (ALL) reativasse o ramal ferroviário que liga o Porto de Santos, na Baixada Santista, ao município de Cajati, no Vale do Ribeira. Com 214 quilômetros de extensão, a única ferrovia que atende a região sul do Estado, construída há 100 anos, continua abandonada.

A demora no início das obras levou o Ministério Público Federal (MPF) a entrar com uma ação civil pública na Justiça Federal de Santos, no último dia 30, para exigir o cumprimento do contrato de concessão firmado entre a empresa e o Governo Federal.

O MPF quer que a concessionária seja obrigada a realizar os serviços necessários para retomar a circulação de trens de carga no ramal, num prazo de 90 dias. As obras incluem a recolocação de trilhos e dormentes em trechos em que a linha praticamente desapareceu. Na maioria das 12 cidades cortadas pelos trilhos, houve depredações e vandalismo. Há trechos em que o leito da ferrovia foi ocupado por barracos. As estações e outras instalações ferroviárias foram saqueadas. Muitas passagens de nível já nem existem mais.

Para o Ministério Público Federal, a responsabilidade é da concessionária que recebeu a ferrovia com o compromisso de mantê-la em condições adequadas para a circulação dos trens. “O patrimônio público que estava sob a guarda da ALL foi dilapidado, saqueado e sucateado”, afirma o MPF.

Prefeitos, políticos e empresas da região querem a reativação do transporte ferroviário de cargas. Em documento enviado à ANTT, representantes dos setores agrícola, de mineração e de fertilizantes manifestaram interesse em transportar produtos para o Porto de Santos através da ferrovia. O potencial de cargas a ser movimentado pelos trens está estimado em 1,5 milhão de toneladas por ano.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres pediu, especificamente, a reativação do trecho do ramal que vai de Cajati até o terminal instalado no bairro de Samaritá, em São Vicente (veja no mapa abaixo). Nesse terminal, se unem três linhas, a que liga a Baixada Santista a Cajati e duas com destino ao Porto de Santos: uma delas é a que corta a região da orla, passa pela antiga Estação Sorocabana, no Gonzaga (Santos), e chega ao cais na região de Outeirinhos; a outra prossegue em direção ao Sopé da Serra do Mar, até o Terminal Perequê, em Cubatão, onde encontra as linhas da concessionária MRS que vão até o Valongo, no complexo marítimo.

O ramal Samaritá-Outeirinhos foi repassado ao Governo do Estado, que está implantando em seu traçado a linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Consequentemente, as cargas vindas de Cajati com destino ao Porto terão de seguir pelo ramal que passa por Cubatão para chegar aos terminais marítimos.

Em nota, a ANTT informou que a implantação do VLT em São Vicente não é “incompatível” com a reativação do ramal de Cajati. Conforme apurou A Tribuna, isso ocorre pois o Terminal Samaritá conta com um pátio ferroviário anexo, possibilitando que algumas linhas sejam destinadas ao transporte de passageiros e outras, para cargas.

Responsabilidade

O MPF quer que sejam responsabilizados pelo abandono da ferrovia, além da concessionária, a União, através da ANTT e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e as prefeituras da região.

Até ontem, a Justiça não tinha se manifestado sobre o pedido de tutela antecipada no processo. As partes envolvidas também não tinham sido intimadas. O Ibama informou que vai aguardar a notificação, assim como as prefeituras envolvidas.

 A ALL informou que, após a resolução da ANTT que determina a recuperação do trecho entre Samaritá e Cajati, entrou em contato com o Ibama para o licenciamento ambiental da obra. A concessionária aguarda o termo de referência para elaborar os estudos ambientais e dar início à recuperação do trecho.

 O ramal ferroviário ligando o Porto de Santos a Juquiá, no Vale do Ribeira, foi construído entre 1913 e 1915 pelos ingleses. O trem era o único meio de transporte da região e servia para levar madeira, frutas, especialmente a banana,e passageiros até o Porto. Em 1926, a ferrovia passou a integrar a Estrada de Ferro Sorocabana. A extensão do ramal até Cajati só ocorreu em 1981. Em 1997, o transporte de passageiros foi desativado, mas os trens de carga ainda circularam até o início de 2003.

Fonte: A Tribuna

Categoria Comércio Exterior

Uma extensão ferroviária pode substituir o projeto da hidrovia no Rio Piracicaba e evitar a construção de uma barragem que vai extinguir as várzeas do Tanquã, conhecidas como o Pantanal Paulista, em razão da grande biodiversidade.

A alternativa é proposta pelo Ministério Público Estadual, através do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) de Piracicaba, em documento enviado ao empreendedor, o Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), e aos órgãos de licenciamento ambiental.

A proposta será discutida nesta quarta-feira, 14, durante o seminário "Avaliando a barragem no Rio Piracicaba", que reunirá pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de promotores do Gaema, em Piracicaba.

De acordo com o promotor Ivan Carneiro Castanheiro, o projeto da hidrovia prevê a construção de um porto no distrito de Artemis, em Piracicaba, cuja operação depende de uma extensão ferroviária até o local.

Caso o ramal ferroviário não seja construído, o escoamento das cargas será feito por caminhões, havendo a previsão de um trânsito diário adicional de 700 caminhões pela área urbana de Piracicaba.

Pela proposta do Gaema, a extensão dessa ferrovia até o porto de Santa Maria da Serra, no rio Tietê, poderia ser feita a um custo menor que o previsto para a hidrovia, evitando o impacto a ser produzido pela barragem.

O represamento das águas do Piracicaba elevará em pelo menos um metro o nível do rio, encobrindo as várzeas do Tanquá, um paraíso ecológico onde vivem 282 espécies de aves, inclusive espécies migratórias ameaçadas de extinção.

Entre a fauna, podem ser vistos tuiuiús, marrecões, colhereiros e cabeças-secas, aves típicas do Pantanal mato-grossense.

Os especialistas que examinaram o Estudo de Impacto Ambiental (Eia-Rima) da barragem identificaram 26 pontos considerados falhos.

As incongruências levaram o MPE a notificar a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) a não emitir a licença prévia para o empreendimento sem que os estudos sejam complementados.

Em nota, a Cetesb informou que está analisando o estudo que embasa o pedido de licenciamento ambiental feito pelo Departamento Hidroviário.

"As recomendações do MP foram recebidas e serão consideradas na análise, assim como as demais manifestações de outros órgãos, quando pertinentes", diz a Cetesb.

O diretor do DH, Casemiro Tércio de Carvalho, contestou a opção ferroviária apresentada pelo MPE.

Segundo ele, levar a ferrovia até Santa Maria da Serra, além ter custo muito maior que a hidrovia, gera mais impacto ambiental, pois os trilhos teriam que transpor a região serrana conhecida como Cuesta.

"Nossos projetos são feitos por equipes de engenharia, enquanto a promotoria tem um biólogo como assistente técnico", criticou.

Carvalho reclamou que representantes do órgão estadual não foram convidados para o seminário. Segundo ele, o DH está focado em garantir a qualidade ambiental do projeto.

"Vamos usar toda a tecnologia disponível para criar ambientes favoráveis para evitar a dispersão da fauna do Tanquã."

Fonte: Exame

Três vagões de um trem de carga tombaram na madrugada desta terça-feira, na Avenida Perimetral, próximo à Bacia do Mercado, em Santos. Um dos vagões atingiu parte da mureta da calçada. Não houve feridos nem danos ambientais.

 Com o acidente, grande quantidade de grãos foi parar em um bueiro e espalhou-se pela pista. Parte da mureta e da tela de proteção ficaram totalmente destruídas.

Equipes da concessionária ALL trabalharam no local durante todo o dia para a limpeza da área. Até o meio da tarde, ainda era possível ver a grande quantidade de grãos que derramou após o acidente.

 Em nota, a ALL informou, por volta das 18 horas, que equipes ainda realizam os serviços, que devem ser concluídos até o final da noite. A linha férrea já foi liberada. As causas do acidente estão sendo investigadas.

Categoria Comércio Exterior

A concessionária ferroviária América Latina Logística (ALL) obteve do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) a licença ambiental para terminar as obras de duplicação do trecho ferroviário entre Campinas e Santos.

A ALL aguardava a autorização para continuar os trabalhos em dois trechos que, juntos, somam cerca de 40 quilômetros: de Embu-Guaçu até Evangelista de Souza, na região de Planalto, e de Paratinga até Perequê, na Baixada Santista. A empresa prevê a conclusão das obras em até um ano.

A duplicação vai permitir aumentar a capacidade diária do principal corredor de exportação ferroviário dos atuais 15 pares de trem para 37 pares de trem, como tem afirmado a direção da ALL. Par de trem é a medida que equivale à quantidade de composições em ambas direções da via. A empresa também já informou que o montante necessário para o término da duplicação é de pouco mais de R$ 100 milhões. Com a autorização do Ibama, emitida na quinta-feira passada, a ALL passa a deter todas as licenças ambientais necessárias para completar as obras.

O superintendente de Segurança e Meio Ambiente da ALL, Evandro Abreu de Souza, explicou que a licença, válida por quatro anos, está condicionada ao cumprimento, por parte da concessionária, de programas de responsabilidade socioambiental. Entre esses projetos estão incentivos à geração de renda, ações complementares a educação e saúde das comunidades e programa de gestão territorial. “São ações voltadas ao fortalecimento das comunidades indígenas”, disse.

A licença, cujo processo foi iniciado no segundo semestre de 2010, está no centro das discussões entre ALL e a Rumo Logística (empresa do grupo sucroalcooleiro Cosan) sobre a validade do contrato para o transporte de açúcar assinado entre as duas em 2009. De acordo com a ALL, a prestação de serviços de transporte para a Rumo, nos volumes demandados, depende da duplicação da ferrovia.

Fonte: A Tribuna

A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ressaltou as estratégias e investimentos em logística que vem sendo feitos, principalmente na BR-163 e demais rodovias, para facilitar o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso e sobretudo, na região Centro-Oeste.

Ela lançou oficialmente, ontem, em Sinop, o início do plantio da safra de soja 13/14. O Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) projetou pouco mais de 23,4 milhões de toneladas, aumento de 7,2% em relação ao último ciclo. A área de cultivo passou de 6,9 milhões para 7,9 milhões (+ 13,3%).

"O governo sabe também que a melhoria em infraestrutura vai melhorar a logística de escoamento da produção de soja e outros produtos. Também vai ajudar a reduzir os custos dos insumos para produção. É por isso que o governo desde 2007 trabalha no PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Faz parte desse esforço a conclusão nos próximos dois anos da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém. A conclusão das obras para permitir aos produtores de Mato Grosso o acesso rodoviário pavimentado e duplicado aos postos do Arco Norte".Também queremos finalizar a BR-242 e temos um desafio a vencer, abrir o treco da BR-080 que ligará Mato Grosso a Goiás na Ferrovia Norte Sul", afirmou, sem no entanto, ressaltar datas e investimentos.

No modal ferroviário, a ministra destacou as concessões trabalhadas pelo governo e os projetos analisados. Entre eles, a Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico), com trecho de ligação ferroviária entre Lucas do Rio Verde e Uruaçu (GO). Da cidade mato-grossense até a goiana, ainda não há conformada extensão nem o investimento, mas já se sabe que Lucas deve ter um terminal de cargas de produtos. Este está inserido no grupo 1 (das obras previstas) que ao todo tem extensão de 2,6 mil quilômetros. 

"Para essa região chamo atenção para alguns trechos ferroviários que serão concedidos, que vão auxiliar no escoamento da safra em Mato Grosso, no Centro-Oeste: o trecho Lucas do Rio Verde, ligando Mato Grosso a Goiás [....] e também está em estudo sim, na empresa de planejamento de logística o trecho ferroviário de Cuiabá a Santarém". Ela lembrou que na semana passada, a presidente Dilma Rousseff inaugurou o terminal ferroviário da Ferronorte, em Rondonópolis. Ela ficou muito impressionada pelos avanços da região, o complexo intermodal que vai facilitar o escoamento para os Portos do Sul e Sudeste".

A ministra esteve acompanhada do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, o governador Silval Barbosa (PMDB), senador Blairo Maggi (PR), deputado federal Nilson Leitão (PSDB), empresário Eraí Maggi (PDT) e presidente de entidades do agronegócio estadual, como Rui Prado e o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, além de outras autoridades.

 

Fonte
Só Notícias

O economista-chefe do banco Santander, Maurício Molan, disse que há uma perspectiva positiva com o sucesso de leilões de concessões públicas, especialmente com a primeira rodada de rodovias, a ser realizada na próxima semana.

"Um bom resultado desses leilões poderá inclusive ajudar nas concessões de ferrovias", afirmou ele.

Na avaliação de Molan, os leilões de concessões públicas em infraestrutura vão ajudar a melhorar o nível de investimento em logística e transporte no País, que hoje, segundo ele, gira em torno de 3% a 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). "Um bom resultado desses leilões aumenta as chances de que esses investimentos em infraestrutura subam para um nível entre 5% e 6% do PIB em um horizonte de 5 a 10 anos." Segundo o economista, esse nível de 5% a 6% do PIB em investimentos em transporte e logística ajudaria a modernizar o estoque de infraestrutura no País.

Molan destacou que investidores internacionais têm perguntado se os leilões em várias áreas, como portos, aeroportos e rodovias, poderiam ser bem-sucedidos. "O pacote de concessões sinaliza um bom caminho", disse ele, ressaltando que isso ajudará a elevar a confiança do setor privado para fazer investimentos no País no médio prazo.

"Quando foi lançado o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), também foi uma iniciativa importante, pois colocou os investimentos no topo da agenda", comentou ele. "As concessões públicas também são positivas porque indicam um diagnóstico correto da necessidade do aumento dos investimentos em infraestrutura no País." Molan deu as declarações após palestra na Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil, em São Paulo.

 

Fonte
EM

O governo federal não trabalha mais com a perspectiva de fazer o primeiro leilão de ferrovias, do trecho entre Açailândia (MA) e Barcarena/Vila do Conde (PA), em 18 de outubro, como divulgado no mês passado.

A estimativa agora é que a licitação ocorra em novembro.Em apresentação no Fórum de Líderes Empresariais (Lide), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou um quadro com o cronograma de concessões que indica a realização dos leilões de ferrovias entre novembro de 2013 e março de 2014, com a publicação dos editais entre setembro e janeiro. Quando o Programa de Investimentos em Logísticas (PIL) foi lançado, a sinalização era de que os certames aconteceriam entre maio e junho deste ano.

Em entrevista na semana passada ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o ministro dos Transportes, César Borges, disse que a publicação do edital, que era prevista para 19 de agosto, pelo cronograma mais recente, ainda dependia de aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro explicou que, entre os motivos para a demora do TCU em aprovar o edital, estava o fato de que o modelo de concessão previsto para as ferrovias dentro do PIL é novo, diferente das concessões ferroviárias existentes.

O novo modelo prevê que o concessionário responda pela construção e manutenção da via férrea, mas não ficará responsável pela operação dos trens, como ocorre nas concessões atuais. O governo comprará, por meio da estatal Valec, toda a capacidade de carga da ferrovia, que será posteriormente revendida aos interessados no transporte.


Portos, rodovias e ferrovias

No caso dos portos, os leilões agora estão previstos para entre dezembro e março, uma leve postergação ante o cronograma inicial de novembro a fevereiro de 2014. Os editais estão previstos de outubro a janeiro. Para as rodovias, o governo manteve a previsão mais recente, de realizar os leilões até dezembro. O primeiro está marcado para 18 de setembro.

A previsão para o leilão dos aeroportos de Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais, também foi mantida. Conforme o cronograma mais recente: setembro para a publicação do edital e outubro para o leilão. No início de agosto, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou que o leilão dos aeroportos Galeão (RJ) e Confins (MG) deveria ocorrer em 31 de outubro.

Durante o almoço com empresários, Mantega disse que as perspectivas de rentabilidade para as concessões dos vários setores de transportes que serão leiloados nos próximos meses são positivas. Segundo ele, a taxa interna de retorno (TIR) dos acionistas (alavancada) deve ficar entre 15% e 16% ao ano, em termos reais.

Ele respondeu às críticas de representantes do setor de transportes e potenciais investidores de que o governo não queria permitir uma rentabilidade alta aos investidores. "Nós queremos e estamos empenhados que (os projetos) tenham rentabilidade alta e atraiam investidores", disse.

Segundo Mantega, a rentabilidade deixou de ser um ponto de questionamento depois que o governo elevou a taxa interna de retorno (TIR) estimada. "Não vejo mais críticas nesse ponto", afirmou. No caso das rodovias, por exemplo, a TIR inicialmente era calculada em 5,5%, mas o valor foi elevado para 7,2%. Mantega salientou que os investimentos em infraestrutura devem estimular a economia brasileira, além de melhorar a logística do País, que considerou "atrasada" e precisa ser melhorada.

 

Fonte
em.com.br

De acordo com dados divulgados pela ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), empresas que atuam como concessionárias das malhas da rede ferroviária brasileira pretendem investir R$ 16 bilhões na expansão do sistema nos próximos três anos. A soma representa quase metade do que foi aplicado por elas entre 1997 e 2012, um total de R$ 33,4 bilhões. Neste intervalo, a União investiu apenas R$ 1,48 bilhão.

De acordo com o documento, em 2012 a movimentação de cargas subiu apenas 1,3%, passando de 475 milhões para 481 milhões de toneladas.  A entidade espera ampliar a movimentação em 24,7% até 2015.

“Diante do quadro de crise mundial, em especial nos países europeus, que são grandes compradores das commodities agrícolas e minerais brasileiras, o volume de movimentação foi satisfatório”, explica Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da ANTF. Os principais produtos transportados pelas ferrovias em 2012 foram os minérios/carvão mineral, com participação de 77%; seguidos pelos produtos do agronegócio (14,4%); siderúrgicos (3,8%); derivados de petróleo e álcool (2,8%); e insumos de construção civil e cimento (0,5%).

Fonte: Guia Marítimo

Categoria Notícias
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