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O Riogaleão Cargo, terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim (RJ), passa a receber, neste mês de março, sua primeira rota regular exclusivamente de carga vinda da Europa. A Cargolux, empresa de Luxemburgo, realizará um voo semanal com destino ao aeroporto fluminense.

No dia 26 de fevereiro, a companhia europeia realizou uma viagem fretada especial que antecedeu as operação regulares – que terão início no dia 4 de março – utilizando um Boeing 747-800 com 96 toneladas de carga a bordo. A rota será feita por uma aeronave Boeing 744F e acontecerá toda sexta-feira. Com a novidade, o Riogaleão Cargo poderá receber até 110 toneladas de carga a mais por semana.

“Desde que assumimos a operação do Aeroporto Internacional Tom Jobim estamos investindo em roadshows por todo o mundo. A vinda da Cargolux consolida nossos esforços em criar novas oportunidades de mercado e colocar o Rio de Janeiro na rota das maiores empresas cargueiras”, avalia Patrick Fehring, diretor do Riogaleão Cargo.

Além do potencial de crescimento dos negócios entre Brasil e Europa e de oportunidades no mercado farmacêutico, a crescente demanda por capacidade de frete no período dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi um dos impulsionadores para a confirmação da nova operação.

“A Cargolux tem o prazer de adicionar o Rio de Janeiro aos seus destinos já existentes no Brasil. Estamos ansiosos para continuar a servir o mercado brasileiro no longo prazo e desenvolver ainda mais esta rota”, analisa Niek van der Weide, vice-presidente executivo de Vendas e Marketing da Cargolux.

Fonte: Tecnologística

Categoria Comércio Exterior

A previsão da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) é que a movimentação das exportações de milho safrinha e a venda dos estoques da soja entre agosto e outubro seja 71% superior ao do mesmo período do ano passado, atingindo 5,48 milhões de toneladas de grãos no Corredor de Exportação. A expectativa é que mais de 80 navios graneleiros devem carregar no terminal.

Ainda segundo a administração, do total previsto, 1,792 milhão de toneladas ainda é remanescente da safra de soja, 1,595 milhão de toneladas de farelo de soja e 2,092 milhões de toneladas de milho safrinha.

Segundo o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, nos últimos quatro anos foram investidos R$ 511 milhões nos portos do Paraná para suportar este crescimento da demanda na movimentação de produtos pelo porto paranaense.

A combinação das duas safras nas exportações foi provocada pela antecipação da venda do milho safrinha, que ainda está sendo colhido, e a decisão dos produtores de soja de segurar o escoamento, à espera da melhora do preço e do câmbio. Da safra recorde de 16,9 milhões de soja que o Paraná colheu em fevereiro desse ano, 4,1 milhões de toneladas ainda não tinham sido vendidas até o fim de julho, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento. “Capitalizado, o produtor esperou para vender a soja nesse ano. Por isso as exportações começaram a ganhar fôlego no mês passado com a melhora dos preços em reais”, diz Marcelo Garrido, analista do mercado de soja do Deral. Em julho, o preço pago ao produtor pela saca de 60 quilos estava em R$ 61,15, cerca de 8,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A previsão da Appa é que, até 2018, os investimentos nos portos ultrapassem R$ 577 milhões em projetos de infraestrutura, obras de reforma em berços de atracação e ações contínuas de manutenção e dragagem. “Todas as ações são voltadas para atender melhor os clientes e usuários do Porto (importadores e exportadores) com menores custos. Se conseguirmos ser eficazes, certamente vamos aumentar a movimentação de cargas”, finalizou Dividino.

Fonte: Guia Marítimo

Categoria Comércio Exterior
Terça, 11 Agosto 2015 11:18

Embraport recebe primeiro navio ro-ro

O terminal da Embraport, localizado na margem esquerda do Porto de Santos (SP), realizou, no dia 31 de julho, sua primeira operação envolvendo um navio ro-ro (sigla para o termo roll-on roll-off, em inglês), com o desembarque de oito unidades de carga projeto.

As operações de embarque e desembarque em navios ro-ro são realizadas por meio de uma rampa de acesso. Desta maneira, a manipulação das cargas dispensa a utilização de gruas e guindastes. Esse tipo de embarcação é utilizado usualmente no transporte de carros, caminhões, tratores e outros veículos e máquinas sobre rodas.

Por questões contratuais, a Embraport não revela mais detalhes a respeito da carga, como origem, destino final, peso e dimensões. De acordo com a própria empresa, a operação de desembarque durou cerca de duas horas para ser completada.

O desembarque faz parte de um contrato com a Hyundai Glovis, empresa sul-coreana de logística que faz parte do grupo Hyundai Kia e deve realizar escalas a cada três semanas no terminal da Embraport.

Para o gerente Comercial da empresa, Bruno Ferretti, o início das operações com navios ro-ro consistem uma ampliação no portfólio de serviços oferecidos pelo terminal. “Nosso objetivo é ser uma nova opção no Porto de Santos também para o atendimento de navios voltados à movimentação de veículos e maquinários pesados”, destaca o executivo.

O terminal da Embraport (sigla para Empresa Brasileira de Terminais Portuários) foi inaugurado em 2013. A empresa possui como acionistas a Odebrecht TransPort e a DP World. O empreendimento custou R$ 2,3 bilhões e conta com 653 metros de cais, 207 mil m² de pátio e capacidade de movimentação anual de 1,2 milhão de TEUs.

Fonte: Revista Tecnologística

Categoria Comércio Exterior

Até a movimentação de contêineres sofreu queda em junho. Em TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés), a retração foi de 2,7%. Dos 325.020 TEU que passaram pelo cais santista em junho de 2014, apenas 316.312 TEU foram operados no mês passado.

A redução da movimentação de cargas no mês passado pode ser um reflexo de como a crise interna do País está afetando as relações internacionais. Para o coordenador dos cursos portuários do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, (Senai), Hélio Hallite, a retração do mercado brasileiro pode já ter atingido as vendas externas.

Para o especialista em Comércio Exterior, a diminuição da movimentação de cargas no Porto de Santos já havia sido sentida. “Percebemos terminais recebendo menos navios, alguns já estão com janelas suspensas aos finais de semana e mesmo assim ficam praticamente vazios durante a semana”, explicou Hallite.

O docente acompanha o dia a dia do cais santista através de informações disponibilizadas por várias fontes de informação, como a própria Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Praticagem de São Paulo, a entidade que representa os responsáveis por orientar as manobras de navios no Porto de Santos, e ainda portais que informam sobre o tráfego de embarcações.

“A retração do mercado pode estar atingindo as vendas. E o problema pode ser ainda pior porque nem com a moeda desvalorizada, estamos conseguindo manter o ritmo das exportações. Esta é uma questão que precisa ser acompanhada diariamente para se ter uma ideia de como essa retração vai atingir o mercado externo”, destacou o professor.

Para ele, ainda há um fator importante a ser considerado: a perda da competitividade brasileira, ancorada na defasagem da moeda internacional. Os aumentos nas tarifas de energia elétrica, dos cursos de transportes e ainda o atraso do Brasil em infraestrutura são fatores que podem prejudicar o desempenho brasileiro no mercado internacional.

China

Hallite também chama a atenção para o aumento da participação da China no mercado regional, entre os países vizinhos do Brasil. E, segundo ele, esta é uma questão que precisa ser bastante analisada para que seja estabelecido um critério de concorrência com as cargas chinesas.

“A China está vendendo o que vendíamos para os países do Mercosul. Já temos informações de que países como Venezuela e Argentina têm feito pedidos da China”, destacou o especialista em Comércio Exterior.

Fonte: A Tribuna

Categoria Comércio Exterior

O maior porto fluvial do mundo, o de Duisburg, na Alemanha, tem interesse em investir em Santos. Entretanto sua direção aponta erros na postura do governo brasileiro em relação ao setor portuário e cobra maior agilidade e menor burocracia. O presidente da Duisburger Hafen AG (administradora do complexo), Erich Staake, afirmou estar “frustrado, desapontado com as ações do Brasil (com os portos)”.

As críticas de Staake foram feitas logo após se reunir com empresários e autoridades do Porto de Santos na manhã da última quinta-feira (4), na sede da Duisburger Hafen AG, em Duisburger, que fica a 24 quilômetros de Dusseldorf. Entre os representantes do poder público que participaram do encontro, estavam o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, e o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), Angelino Caputo e Oliveira.

A reunião integra a programação da visita técnica que o grupo realiza a complexos portuários da Holanda e Alemanha desde o início da semana. A viagem complementa a edição deste ano do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, organizada pelo Sistema A Tribuna de Comunicação e pela Una Marketing de Eventos nos últimos dias 12 e 13, em Guarujá.

Ao apresentar o Porto de Duisburg à comitiva brasileira, Staake declarou que sua companhia tem interesse em investir no complexo santista e em suas atividades logísticas, quer como consultor, quer como operador de centros de distribuição, terminais ou serviços de transportes hidroviários ou ferroviários. Depois da exposição, ao comentar sobre esses planos, afirmou que, “apesar do interesse”, estava “desapontado” com o Brasil.

“O Governo está sempre anunciando que fará investimentos, realizará projetos. E algo tem que acontecer, mas não acontece. É necessário fazer as coisas mais rápido, mas todo o processo é muito lento e há muita burocracia. Você fica desapontado”, declarou Staake.

Estudo de acessibilidade

O executivo tem familiaridade com o cenário portuário brasileiro, especialmente o de Santos. Em 2011, a Duisburger Hafen Ag firmou uma parceria com a Secretaria de Portos (na época, dirigida por José Leônidas Cristino) para estudar os problemas de acessibilidade do cais santista, especialmente nas ligações viárias com São Paulo, e propor soluções. A pesquisa foi concluída em 2012 e, segundo Erich Staake, nada foi feito com o trabalho.

Entre as ações sugeridas, estão a melhor coordenação, pelas autoridades públicas, de projetos de terminais; o aumento da capacidade dos sistemas rodoviário e ferroviário; a implantação de um sistema de controle e gestão de tráfego urbano e portuário; maior intermodalidade e a exploração de um serviço de barcaças para o transporte de carga dentro da área portuária; a implantação de um sistema de identificação de cargas no complexo e no Interior do Estado; e a construção de uma ligação seca (ponte ou túnel) entre as duas margens do Porto, entre o Saboó e a Ilha Barnabé.

Em vários trechos, o estudo cita como exemplo a própria infraestrutura do Porto de Duisburg. Considerado o maior complexo portuário fluvial do mundo, ele opera contêineres, granéis e carga geral. Especificamente em relação ao contêiner, conta com nove terminais especializados, capazes de operar 4 milhões TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). No ano passado, embarcaram ou desembarcaram 3,5 milhões TEU, quase a mesma quantidade do cais santista, que somou 3,44 milhões TEU.

Fonte: A Tribuna

Categoria Comércio Exterior

O Porto de Roterdã, na Holanda, o principal do mundo ocidental, tem definida sua estratégia de desenvolvimento até 2030. E ela se baseia especialmente em melhorar sua eficiência, otimizando as operações. Para isso, aposta em ações de logística e novas ferramentas tecnológicas. Esse foi o cenário apresentado por dirigentes da Autoridade Portuária a empresários e autoridades do Porto de Santos na última segunda-feira, durante visita técnica do grupo brasileiro ao complexo holandês.

A visita conclui a programação da edição deste ano do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. Iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e realização da Una Marketing de Eventos, o seminário ocorreu nos últimos dias 12 e 13, em Guarujá.

A estratégia de crescimento de Roterdã foi um dos principais pontos destacados pelo presidente da Autoridade Portuária, Allard Castelein, no encontro com a comitiva do Santos Export, que aconteceu no início da manhã da última segunda-feira, na sede da companhia, no Port World Center - prédio erguido às margens do Rio Maas, o canal de navegação. Logo após recepcionar o grupo, o executivo enfatizou as ações de sua equipe para melhorar a eficiência do complexo. “Tivemos um grande investimento em infraestrutura, com a construção do Maasvlakte 2 (a nova área de expansão do porto). Agora vamos crescer melhorando nossas operações, otimizando nossas instalações. Vamos continuar crescendo utilizando melhor o porto que já temos”, afirmou.

Movimentação de cargas

No ano passado, Roterdã movimentou 440,5 milhões de toneladas, com 11,6 milhões TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Com esses resultados, segundo levantamento da Autoridade Portuária, teve a 11ª maior operação de contêineres do mundo e a 8ª maior movimentação geral de cargas - Santos fechou 2013 com 114 milhões de toneladas e 3,44 milhões TEU.

Os planos de Roterdã para melhorar sua eficiência se desenvolveram durante as obras do Maasvlakte 2, disse Castelein. O empreendimento surgiu a partir do aterro de uma área de 7 quilômetros quadrados (pouco menor do que a área do Porto de Santos, que tem 7,8 quilômetros quadrados) na foz do Rio Maas, ao lado do Maasvlakte 1, o primeiro aterro portuário da região. As obras da nova área de expansão tiveram início em 1 de setembro de 2008 e foram entregues quase cinco anos depois, em 22 de maio do ano passado. Os terminais previstos para serem implantados ali terão uma capacidade de movimentação de 11,5 milhões TEU por ano. O primeiro deles, operado pela APM Terminals (do Grupo Maersk), deve receber seus primeiros navios entre novembro e dezembro deste ano.

Aumento de capacidade

Com essas novas instalações, mais cargas serão movimentadas nessa parte da zona portuária - que se estende por mais de 40 quilômetros. E o transporte das mercadorias pela região não pode ser retardado por congestionamentos, explicou o executivo-chefe do escritório de Relações Externas da Autoridade Portuária, Frans Van Keulen, que também se reuniu com o grupo do Santos Export na última segunda-feira.

“Até 2030, o Porto de Roterdã terá sua movimentação de contêineres ampliada para 30 milhões TEU. Vamos sair dos atuais 12 milhões e operar mais 18 milhões. E a maior parte dessas novas cargas vai ser embarcada ou desembarcada em Maasvlakte 2. Então temos de garantir que o Porto esteja preparado para esse novo fluxo, que esses contêineres consigam chegar e deixar a área de Maasvlakte 2 sem problemas”, afirmou.

Para otimizar o trânsito de veículos nos acessos aos terminais, a Autoridade Portuária de Roterdã criou, nos últimos anos, três empresas. Uma delas é a Road Transport, formada para melhorar o tráfego na Rodovia A-15, que percorre toda a margem esquerda, do centro da cidade até Maasvlakte 2, sendo a principal via de acesso à região. Ela realiza diagnósticos sobre gargalos rodoviários e aponta soluções para as autoridades locais. A segunda empresa é a Keyrail, que administra a linha férrea construída pelo porto e o liga até a fronteira com a Alemanha, oferecendo uma alternativa ferroviária para seus clientes trazerem ou retirarem suas cargas do complexo. E ainda há o Next Logic, que estuda como melhorar a eficiência das operações.

Ferrovias

Além de melhorar as condições do transporte rodoviário, Roterdã busca ampliar o uso do modal ferroviário. “Sabemos que sem uma maior utilização dos trens, teremos problema na mobilidade das cargas”, disse Keulen.

Para incentivar a movimentação dos trens, o Porto implantou um portal digital, o Inland Links (http://www.inlandlinks.eu/en), que identifica rotas intermodais com conexão com Roterdã.

Outra medida foi a inclusão, nos contratos de exploração dos terminais de Maasvlakte 2, de metas para a utilização dos modais. As instalações terão de operar 35% de seus contêineres por rodovia, 45% em barcaças e 20% pelos trilhos. A condição prevê uma participação quatro vezes maior – proporcionalmente para os trens. Atualmente, ela é de 5%, enquanto as barcaças atendem 40% e os caminhões e carretas, 55%.

Com tais ações, a Autoridade Portuária já começa a colher resultados. De acordo com Frans Van Keulen, para se ir do prédio da administração do complexo, o World Port Center, até Maasvlakte 2 pela Rodovia A15, eram necessários 45 minutos. Hoje, esse tempo foi reduzido em um terço, ficando em meia hora. “Temos de mudar nossa forma de operar. Somente assim, poderemos crescer sem problemas”, afirmou o executivo.

Ainda na manhã da última segunda-feira, a comitiva do Santos Export participou de reuniões sobre a movimentação de cargas perecíveis (produtos agrícolas e carnes) no complexo holandês, o papel de terminais do interior do país na logística da região e a participação do Port of Rotterdam International (empresa da Autoridade Portuária voltada a operações em outros países) na construção do Porto Central, complexo privado em Presidente Kenedy, no Litoral Sul do Espírito Santo.

Fonte: A Tribuna

Categoria Comércio Exterior

 



 
Rio de Janeiro, 22 de julho de 2014

"Propostas para a Redução de Custos no Comércio Exterior"

O ENAEX 2014 terá como tema central “Propostas para a Redução de Custos no Comércio Exterior”, constituindo-se em importante fórum de diálogo entre o setor empresarial e o governo para conhecer e debater propostas inovadoras para a redução de custos e a ampliação da competitividade. Com um público estimado de 2.500 profissionais altamente qualificados, com atuação em todas as áreas da cadeia de negócios do comércio exterior, representa uma excelente oportunidade para ampliar o networking e promover negócios.

 

Parceiros

07 e 08 de agosto de 2014
08:00 às 18:00

Centro de Convenções SulAmérica
Av. Paulo de Frontin, 01
Centro, Rio de Janeiro-RJ

Inscrições gratuitas e
programação no site:

www.enaex.com.br

 

Associação de Comércio Exterior do Brasil - AEB
55 21 2544-0048
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aeb.org.br

 

Categoria Comércio Exterior

A interdição parcial do canal de navegação do Porto, prevista para ocorrer nesta sexta-feira, das 5 às 11 horas, foi cancelada. Conforme a Capitania dos Portos de São Paulo, os trabalhos de dragagem, iniciados na última sexta-feira e que motivaram a interdição, foram concluídos nesta quinta-feira.

A suspensão da interrupção foi divulgada pela Capitania dos Portos de São Paulo, na tarde desta quinta-feira.

A medida deu continuidade às obras de dragagem de manutenção do cais santista. Para o serviço realizado nesta quinta-feira, no período entre 4 e 10 horas, foi utilizada a Draga 53, da empresa Great Lakes Dredge & Dock do Brasil.

As interrupções aconteceram em períodos de seis horas, entre as proximidades das instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP, na Alemoa) e do Ecoporto Santos (Saboó). As duas empresas doaram a dragagem para o Porto, por conta da demora para a realização da obra.

Com o início desse serviço, a Marinha do Brasil permite que navios com um calado (distância máxima entre a linha d’água e o fundo da embarcação) de até 12,6 metros (ou até 13,6 metros em períodos de maré alta) possam navegar pela região.

Fonte: A Tribuna

Categoria Comércio Exterior
Quarta, 23 Julho 2014 06:32

As saídas para o Porto de Santos

O setor portuário no País encontra-se em um momento de grande ebulição, já que a nova Lei dos Portos (nº12.815/2013) – sancionada pela presidente Dilma Rousseff – pretende a ampliação dos investimentos privados e modernização dos terminais, diminuindo os custos de logística. A iniciativa, entre outras medidas, estabelece novos critérios para a exploração e arrendamento (por meio de contratos de cessão de uso para a iniciativa privada) de terminais de movimentação de carga em portos públicos.

Santos, no litoral paulista, vive no momento a expectativa por projetos que melhorem a eficiência e a competitividade do porto da cidade, o maior e mais importante complexo portuário da América Latina. O município também aguarda um novo modelo de gestão para sua autoridade portuária, a Codesp, além de um pacote de licitações planejado pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) que atraia novos investimentos para a região.

Estes são apenas alguns dos tópicos que serão debatidos durante o Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que acontece em 12 e 13 de agosto no Sofitel Jequitimar, em Guarujá. Em sua 12ª edição, o evento terá a participação de especialistas e autoridades que discutirão os grandes temas que afetam a região da Baixada Santista, principalmente as medidas necessárias para a expansão do Porto de Santos, destacando as recentes mudanças no setor.

DESAFIOS

Nos últimos anos, a região da Baixada Santista tem enfrentado problemas principalmente no que se refere à movimentação de cargas entre o cais e o interior do Estado. Especialistas do setor, embora tenham divergências quanto às ações mais urgentes, são unânimes em apontar a necessidade de projetos que priorizem o acesso ao porto. Uma das propostas é a ampliação da malha ferroviária que liga o Planalto à Baixada Santista.

Outra ideia é explorar o transporte hidroviário como alternativa para deslocar as cargas entre os terminais e o sopé da Serra do Mar. Um terceiro grupo, por sua vez, defende a remodelação da entrada de Santos, com a construção de novas pistas em direção à margem direita do porto e de novo sistema rodoviário entre o rodoanel Mário Covas e o litoral. "Debateremos medidas para enfrentar esses desafios e explorar as consequentes oportunidades", afirma o diretor do evento, Fabrício Julião.

De acordo com ele, um dos principais temas do Santos Export será a necessidade de investimentos em infraestrutura para atender o aumento da demanda no complexo portuário. Um dos painéis discutirá, por exemplo, os gargalos operacionais e de infraestrutura do porto. A mesa será composta por Frederico Bussinger, consultor do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente; Rodrigo More, professor do Instituto do Mar da Unifesp e consultor portuário; e Sílvio dos Santos, engenheiro civil e pesquisador do Laboratório de Transporte e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina.

Também serão abordados assuntos como as mudanças planejadas pelo Governo Federal, os arrendamentos de áreas na região portuária, a concorrência que a SEP quer criar entre terminais públicos e privados e as obras de dragagem no porto. "A proposta da SEP é aumentar a eficiência do setor em um mercado mais competitivo, para que os custos operacionais e logísticos sejam reduzidos. Para acirrar essa disputa, a legislação facilitou a abertura dos terminais privados e começa a estudar como melhorar o modelo de gestão das administrações portuárias", explica Julião.

EXPECTATIVAS

Na opinião do diretor do Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini (Concais), Flávio Borges Brancato, é preciso ser otimista quanto ao futuro do porto de Santos. Mas precisamos ser muito realistas, analisar o cenário atual, agir para solucionar as prioridades e planejar as próximas etapas", diz. "É aí que está o mérito do Santos Export, o de propiciar um encontro em que esse processo de avaliação e planejamento possa acontecer", completa Brancato.

Para Helio Vasone Júnior, diretor presidente da Localfrio (empresa da área de logística e transportes que atua nos portos), a nova lei dos portos mexeu significativamente com o setor. Assim, segundo ele, quem se adaptar rapidamente poderá oferecer novos serviços, destacando-se entre os concorrentes. "Temos muitos desafios a serem superados, como o acesso ao porto, o aumento da capacidade dos navios e a maior eficiência dos terminais, entre outros aspectos", afirma. "Com o novo marco regulatório, o seminário ganha um peso ainda maior este ano", conclui.

A Associação Comercial de Santos (ACS) apoia a realização do evento. A entidade, historicamente, sempre esteve envolvida com projetos referentes ao Porto de Santos. Atualmente, a ACS discute esses assuntos por meio de diversas câmaras setoriais, entre elas as de Armazéns, Terminais e Contêineres; Assuntos Aduaneiros e Portuários; Navegação; Operadores Portuários; e Transportes.

As inscrições para participar do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos podem ser feitas até o dia 8 de agosto por meio do endereço eletrônico www.unaeventos.com.br/forumsantosexport.

Fonte: Diário do Comércio

Categoria Comércio Exterior

A renovação de parte de sua frota da navios foi a estratégia adotada pela Aliança Navegação para solucionar os problemas encontrados no Porto de Santos e nos demais complexos portuários do Brasil e manter seus serviços de cabotagem. A empresa comprou quatro novos porta-contêineres com características compatíveis às limitações observadas nas instalações do País, como a restrição de calado em Santos e as curvas sinuosas do Rio Amazonas.

“Os investimentos possibilitaram a interrupção das paradas por motivos técnicos”, afirma o diretor-superintendente da companhia, Julian Thomas. Ao todo, a empresa investiu R$ 450 milhões na aquisição dos cargueiros, que apresentam um calado (parte da embarcação que permanece submersa) reduzido.

Em 2013, a Aliança movimentou 613 mil TEUs (unidade equivalente a 20 pés). O número é 22% superior ao obtido no ano anterior. Até dezembro, a previsão de crescimento é a mesma.

Sobre o desenvolvimento da cabotagem no Brasil, o superintendente da Aliança explica que ainda existem entraves para o pleno sucesso do serviço. A pouca oferta de terminais é uma delas, mesmo levando em consideração o novo marco regulatório do setor, a Lei 12.815/2013, que incentiva a abertura de novas instalações privadas. “Entre planejar e operar um novo terminal, teremos até 5 anos”, lembra Thomas. Da mesma forma, estão os acessos a essas instalações, seja por mar (calado reduzido) ou terra (limitação do sistema viário).

Outro ponto que o diretor-superintendente destaca é a falta de um visão sistêmica, o que impede a ampliação da capacidade portuária em uma determinada região, como acontece no Porto de Santos. Ele aponta que a existência de diferentes empresas privadas, um poder público regional (prefeituras) e órgãos gestores, além de intervenções federais e de órgãos reguladores, acaba sendo um impeditivo, não um aliado. "(Isso) resulta em projetos direcionados a cada uma das interfaces, sem análise das relações entre elas”, diz.

Também há os pontos relacionados ao planejamento e à multimodalidade (o uso integrado de vários meios de transporte no deslocamento de uma carga), segundo o executivo. Esta última, que está aliada diretamente à cabotagem, fica limitada com os congestionamentos rodoviários e a falta de expansão da malha ferroviária e das hidrovias. “Planejar significa desenvolver um modelo, testá-lo com uma base de dados e analisar os resultados de modo a sugerir uma solução otimizada”, finaliza.

Fonte: A Tribuna

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